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Primeiros passos para o diagnóstico do autismo

O autismo não tem aparência, forma física ou sinais na pele. Não é possível detectá-lo em um raio-x, exame de sangue ou tomografia computadorizada, pois são apenas exames complementares.

Portanto, os primeiros passos para o diagnóstico de autismo e identificação das características do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em um indivíduo são feitos através da observação. 

Ou seja, somente por meio da análise comportamental é possível suspeitar de sua condição e dar início ao diagnóstico de autismo de maneira adequada. 

As crianças, por exemplo, podem apresentar sintomas de autismo desde os primeiros meses de vida ou ter desenvolvimento dentro dos padrões normais até os dois anos e depois uma regressão.

Por isso, no post de hoje, vamos apresentar as características do autismo, como funciona o diagnóstico e como iniciar o tratamento. Continue a leitura para saber mais!

Características do autismo

O TEA tem como principais características a dificuldade de comunicação e interação social, que às vezes parece uma surdez seletiva. Além de fazer movimentos corporais repetitivos e demonstrar bastante apego a um determinado objeto. 

A intensidade dos sintomas de autismo varia de acordo com a classificação do autismo, que pode ser leve (nível 1), moderado (nível 2) ou grave (nível 3). 

De modo geral, as características do autismo podem ser notadas logo nos primeiros meses de vida e acompanhar o indivíduo pela infância, adolescência e vida adulta, sendo divididas em dois principais aspectos:

  1. Comunicação e interação;
  2. Interesses e comportamentos repetitivos (ou restritos).

Comunicação e interação

  • Não mantém contato visual por muito tempo;
  • Não responde quando é chamado pelo próprio nome;
  • Dificuldade em expressões faciais e sentimentais;
  • Faz poucos gestos mesmo aos 12 meses de idade;
  • Não aponta ou mostra os objetos mesmo aos 18 meses de idade;
  • Mesmo aos 3 anos de idade, possui dificuldade em brincar com outras crianças e até interagir através de contato visual e na fala;
  • Atraso na aprendizagem da linguagem e interação social.

Interesses e comportamentos repetitivos (ou restritos)

  • Repete as mesmas frases ou palavras várias vezes;
  • Foca apenas em partes específicas de um objeto, por exemplo, a rodinha de um carrinho;
  • Fica facilmente chateado com mudanças pequenas, seja de rotina ou ambiente;
  • Manifesta interesse de maneira obsessiva e exagerada em assuntos ou coisas que gosta;
  • Se sente melhor – e precisa – de rotinas específicas, como horário para se alimentar, dentre outras ações que envolvem tarefas do dia a dia;
  • Possui sensibilidade a alguns cheiros, sons, gostos ou texturas e reage de forma irritada a eles.

Como fazer o diagnóstico de autismo de forma adequada

O pediatra generalista, por ser o primeiro médico da vida da criança, pode levantar a suspeita do TEA, mas somente um especialista em atraso de desenvolvimento é capaz de chegar ao diagnóstico de autismo corretamente

Para isso, ele irá fazer uma série de avaliações para verificar o desenvolvimento neuropsicomotor da criança, além de utilizar as escalas de triagem.

Também contribuem para o diagnóstico de autismo a entrevista com os pais, principalmente para saber se há histórico familiar de TEA, e relatório de avaliação dos professores, caso a criança esteja na idade escolar.

Mas independente do diagnóstico ou do grau, é preciso entender que as crianças com autismo precisam de atenção e carinho, como qualquer outra. Elas apenas possuem um jeito único e diferente de ver o mundo.

Diagnóstico de autismo em crianças

De modo geral, não existem fatores biológicos específicos e determinantes em exames clínicos que façam o diagnóstico de autismo em crianças (até mesmo em adultos e adolescentes).

Como dito acima, para crianças, além da análise do histórico de desenvolvimento natural de cada faixa etária e de comportamentos, as entrevistas com os pais, professores e cuidadores são fundamentais para o diagnóstico de autismo correto e precoce. 

Por ser um transtorno complexo, é necessária uma equipe profissional especializada para fornecer o diagnóstico de autismo em crianças, como por exemplo, psicólogos, neurologistas, terapeutas ocupacionais e pediatras. 

Além da análise comportamental, alguns exames podem ser solicitados para completar a avaliação da saúde da criança, como:

  • Exames de sangue e audição;
  • EEG – Eletroencefalograma;
  • Ressonância magnética;
  • Teste do pezinho;
  • Dentre outros.

Esses exames e testes são feitos para descartar outras doenças e investigar os transtornos associados aos sintomas de autismo. 

Como iniciar o tratamento para autismo

A melhor forma de iniciar o tratamento para autismo é buscar ajuda profissional adequada e especializada, e entender que não existe um modelo padrão de cuidados. 

Isso porque, cada indivíduo necessita de um acompanhamento voltado para o seu diagnóstico de autismo e sintomas, com uma equipe de profissionais de diversas áreas:

  • Psicólogos;
  • Terapeutas ocupacionais;
  • Fonoaudiólogos.

Além disso, o tratamento para autismo pode envolver várias ações e etapas, por exemplo, alguns casos precisam de medicamentos, terapia ocupacional, atividade física adaptada, entre outros. 

Vale lembrar que, quanto antes procurar ajuda profissional para realizar o diagnóstico de autismo, maiores as chances de minimizar os sintomas de TEA e proporcionar uma qualidade de vida melhor para o indivíduo.
Por isso, acesse nossa página de avaliação e diagnóstico com profissionais especializados e tire todas as suas dúvidas!

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Diagnóstico Precoce Pediatria Terapia Infantil

Autismo leve (nível 1): o que é e quais as características

A principal dúvida dos pais sobre o autismo leve é: uma criança com características de autismo grau 1 pode ser facilmente percebida? A resposta é não!

Isso porque, não é uma tarefa fácil perceber a diferença entre o que pode ser o autismo leve (TEA) e o que pode ser uma dificuldade de socialização e timidez, por exemplo. 

E para te ajudar a entender melhor o que é o autismo leve (autismo nível 1) e suas características, preparamos esse artigo com os sintomas mais marcantes do autismo nível 1, qual a dificuldade de diagnóstico e mais informações importantes. Vamos lá? 

O que é autismo leve?

O autismo leve é um dos níveis do Transtorno de Espectro Autista (TEA), popularmente conhecido como autismo de nível 1. 

Este termo é amplamente utilizado tanto por leigos quanto por profissionais de saúde para descrever indivíduos que apresentam alterações mais leves associadas ao autismo.

Apesar do autismo de grau 1 não ser uma denominação formal, muitas pessoas e profissionais de saúde usam o termo para descrever indivíduos que possuem alterações mais sutis. 

Essas alterações podem incluir dificuldades na comunicação social e comportamentos repetitivos, mas não impedem a realização das atividades diárias.

No espectro autista leve, a pessoa consegue realizar atividades cotidianas com mais facilidade e, muitas vezes, de forma independente. 

Mesmo que o autismo leve permita uma maior independência, o diagnóstico precoce é fundamental para fornecer suporte adequado. 

Nessa realidade, intervenções personalizadas podem ajudar a melhorar a qualidade de vida, facilitando o desenvolvimento de habilidades sociais e comunicativas.

Principais sintomas de autismo leve

Os principais sintomas de autismo leve (autismo nível 1) podem abranger características em 3 áreas diferentes, sendo elas:

  • Comunicação;
  • Socialização;
  • Comportamental.

Comunicação

Na área da comunicação, os sintomas de autismo leve se caracterizam pela dificuldade que a criança possui em se comunicar com outras pessoas. 

Essa característica do autismo leve pode estar presente na formação de frases sem conexão, uso errado de palavras e de sentido, além de problemas em se expressar.

Crianças com autismo leve podem ter dificuldade em iniciar e manter conversas, muitas vezes usando frases que parecem desconexas ou fora de contexto. 

Elas podem utilizar palavras de maneira incorreta ou em situações inadequadas, o que pode confundir as pessoas que tentam entender essas crianças.

Além disso, a capacidade de expressar pensamentos e sentimentos pode ser limitada, levando a uma comunicação menos eficaz e mais frustrante tanto para a criança quanto para as pessoas ao seu redor.

Socialização

Outro sinal muito característico de autismo leve é observado no momento da socialização da criança, principalmente fora do seu convívio familiar. 

Nesses contextos, é comum que a criança apresente dificuldades em questões como fazer amigos, iniciar ou prolongar conversas e manter contato visual (olho no olho) com outras pessoas. 

Esses desafios sociais podem tornar os ambientes externos mais desafiadores para a criança com autismo leve, resultando em isolamento ou dificuldade em se integrar a grupos sociais.

Comportamental

Na área comportamental, é comum a presença de comportamentos repetitivos, como a organização de objetos de maneira específica, e resistência a mudanças na rotina ou ambiente. 

Além disso, pode haver hipersensibilidade sensorial, com uma sensibilidade aumentada a sons, luzes ou texturas.

Outros sinais presentes no autismo leve (nível 1)

Essas características podem estar presentes também no autismo leve, além de outros sinais que surgem em relacionamento interpessoal, manifestados através de dificuldades em estabelecer e manter vínculos sociais significativos. 

Além disso, é comum observar risadas em momentos inapropriados, indicando uma desconexão entre as expressões emocionais e o contexto.

Muitas vezes, pessoas com autismo leve parecem ser frias emocionalmente, apresentando dificuldade em expressar e compreender emoções. 

Essa falta de expressão emocional pode ser acompanhada por uma aparente insensibilidade à dor, onde demonstram pouca reação a estímulos dolorosos que normalmente causam desconforto.

No aspecto comportamental, é comum observar uma forte preferência por brincar sempre com os mesmos objetos ou brinquedos, o que pode ser interpretado como uma forma de buscar conforto e previsibilidade em um ambiente que pode parecer confuso ou desafiador.

Observa-se também que crianças com autismo leve podem apresentar dificuldade em focar em tarefas simples e terminá-las, muitas vezes perdendo o interesse rapidamente ou sendo facilmente distraídas por estímulos externos.

Outro sintoma comum é a preferência por brincar mais sozinho do que com outras crianças, o que pode ser interpretado como uma forma de evitar interações sociais complexas e imprevisíveis.

É importante notar também que pessoas com autismo leve aparentemente não demonstram medo de situações de risco, o que pode resultar em comportamentos potencialmente perigosos devido à falta de cautela e discernimento em relação a perigos reais.

Além disso, pode parecer que estão ignorando quando são chamadas pelo nome, o que pode ser interpretado como uma dificuldade em processar e responder aos estímulos auditivos de maneira adequada.

Por fim, também é importante destacar que crises de ansiedade, pânico ou raiva, muitas vezes desencadeadas por mudanças inesperadas na rotina ou por situações sociais desafiadoras, podem ser comuns.

Por que é difícil perceber os principais sintomas do autismo leve?

O fato de crianças com autismo leve desempenharem boa parte das funções que um indivíduo sem o TEA da mesma faixa etária exerce, acaba por dificultar a percepção dessas características.

Porém, é importante lembrar que, apesar disso, é nos detalhes dessas funções e no desenvolvimento das habilidades que os sintomas de autismo leve se encontram.

É necessário que se observe a presença de algumas peculiaridades nas crianças para que seja identificado.

Uma criança com autismo leve (nível 1) gosta de brincar com seus brinquedos preferidos, possuem padrões, como fileiras ordenadas, por exemplo.

Quando algo perturba essa ordem, a criança pode ficar visivelmente desconfortável e tentar restaurar a organização original.

Embora seja capaz de interagir com outras crianças em ambientes controlados, como a creche, é possível notar que essas crianças de grau 1 preferem brincar sozinhas na maioria das vezes. 

Ele raramente busca a companhia de seus colegas de classe e, quando o faz, suas interações são breves e superficiais.

Para os pais, pode ser difícil perceber os sinais de autismo leve, pois ele desempenha muitas funções que uma criança sem o TEA da mesma idade também realiza. 

No entanto, ao observar atentamente os detalhes de suas interações sociais, linguagem e comportamento, é possível suspeitar que o seu filho esteja enfrentando desafios relacionados ao autismo leve.

Portanto, para identificar o autismo leve em crianças até os 3 anos de idade, é necessário estar atento às principais características, principalmente nas áreas de interação social, linguagem social e comportamento que citamos acima. 

Por isso, muitas vezes o diagnóstico de autismo leve ocorre de forma tardia, o que atrapalha no desenvolvimento da criança e na melhora dos sintomas. 

Para que isso não aconteça, é necessário procurar ajuda profissional especializada. Acesse nossa página de avaliação e diagnóstico com profissionais capacitados e tire todas as suas dúvidas!

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AFA Estimulação Global Terapia Infantil

Conheça a importância do brincar para o desenvolvimento infantil 

Quem não lembra da brincadeira preferida na infância? Além de criar boas memórias e alegria, a importância do brincar para o desenvolvimento infantil vai muito além do que se imagina.

Nesse sentido, o brincar possui papel fundamental durante o desenvolvimento infantil. Pode ser estimulado tanto pelos responsáveis quanto pelos educadores das crianças, que podem participar de forma ativa na estimulação do brincar.

Mas, qual é exatamente a importância do brincar para o desenvolvimento infantil? Continue a leitura e confira qual a importância, quais brincadeiras e como a família pode estimular o brincar. 

Qual a importância do brincar para o desenvolvimento infantil

A importância do brincar para o desenvolvimento infantil está presente desde o nascimento e em todo o processo de aprendizagem, ajudando a construir autonomia, criatividade e reflexão. 

Com isso, o brincar na infância e adolescência influencia nos âmbitos afetivos, sociais, culturais, cognitivos, físicos e emocionais, tornando, assim, as brincadeiras essenciais para o desenvolvimento infantil

Além de se divertir e relaxar, o brincar torna-se importante para o desenvolvimento infantil porque estimula:

  • Atenção e autocontrole;
  • Memória;
  • Imitação;
  • Imaginação;
  • Inteligência;
  • Coordenação motora fina e grossa;
  • Personalidade;
  • Raciocínio estratégico;
  • Regras e limites;
  • Dentre outros.

Brincadeiras que ajudam no desenvolvimento infantil

Boa parte da importância do brincar para o desenvolvimento infantil pode ser alcançada através da imaginação, jogos e atividades de coordenação motora (correr, pintar, cortar papel, etc) simples, mas que são essenciais para o crescimento saudável e adequado das crianças. 

Por isso, separamos algumas sugestões de brincadeiras que ajudam na aquisição dos marcos do desenvolvimento infantil por idade. Confira!

6-18 meses

  • brincar de “esconder e achar” com as mãos no rosto;
  • empilhar blocos, derrubar, arrumar e incentivar que o neném imite;
  • usar um pano para brincar de esconder um objeto e pedir para a criança encontrar;
  • falar em voz alta o nome dos brinquedos para chamar a atenção.

18-32 meses

  • pedir para a criança separar objetos por tamanho, forma ou cor;
  • usar a imaginação das crianças para envolvê-los em atividades rotineiras dos adultos, como arrumar o quarto etc;
  • conversar sobre sentimentos, e é possível usar bonecos para isso.

3-5 anos

  • brincar de estátua;
  • brincar de massinha;
  • ensinar a se equilibrar, o que pode ser por meio de uma linha riscada no chão;
  • usar a imaginação nas brincadeiras com mais frequência, por exemplo, criando histórias para os objetos.

5-7 anos

  • brincar de dança da cadeira;
  • jogos de tabuleiro;
  • brincadeiras com regras;
  • quebra-cabeça, caça-palavras etc.

7-12 anos

  • pular corda;
  • palavras-cruzadas, sudoku etc;
  • pique e pega;
  • jogos de tabuleiros de estratégia;
  • apresentar algum instrumento musical.

Adolescentes

  • dar suporte aos sentimentos;
  • se manter presente e demonstrar interesse pelos assuntos e gostos do adolescente para estimular o raciocínio e laços de afeto;
  • ajudar e orientar comportamentos de forma saudável.

Como a família pode estimular a brincadeira entre as crianças

O papel da família tem sua importância no brincar das crianças, todavia, não possui fórmula mágica, mas sim atenção ao desenvolvimento singular de cada criança. 

Brincar reforça laços afetivos, e quando um adulto usa o seu tempo com atenção e carinho para brincar com uma criança o nível de interesse dos pequenos aumenta bastante.

Por isso, a família deve estimular a imaginação das crianças, questionando e incentivando histórias e soluções, instigando os pequeninos a trilharem o próprio raciocínio e se envolverem nas brincadeiras. 

Além disso, existem atividades físicas para crianças que envolvem ações para atender a necessidade e particularidade de cada indivíduo. 

Essas atividades também são um apoio para trabalhar o desenvolvimento de habilidades sociais, emocionais, motoras e de aprendizagem para crianças com autismo, TDAH, dislexia, apraxia, dentre outros. 

Para conhecer mais, acesse nossa página do Programa de Atividades Físicas Adaptadas e tire todas as suas dúvidas. 

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Diagnóstico Precoce

Como funciona o tratamento para TDAH e quando buscá-lo

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurológico e que normalmente apresenta os primeiros sintomas logo na infância, seguindo pela adolescência e vida adulta.

Mas, você sabia que o tratamento para TDAH pode começar na infância? E que com isso, os sintomas são amenizados e acompanhados ao longo da vida? 

Por isso, criamos esse artigo para você saber como funciona o tratamento para TDAH, quando buscá-lo e mais informações sobre como ajudar quem possui Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade. Vamos lá?

Quando buscar o tratamento para TDAH

A busca pelo tratamento para o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade deve ser feito assim que a criança apresentar os primeiros sintomas de TDAH, que podem ser:

  • agitação;
  • não seguir instruções;
  • falta de organização;
  • precipitação e intromissão;
  • impulsividade;
  • se distrair com facilidade;
  • impaciência;
  • não se prender por muito tempo em uma atividade;
  • tédio;
  • falta de concentração;
  • esquecimentos;
  • não se prender em detalhes;
  • não terminar o que começa;
  • inquietude;
  • dentre outros.

Como é o tratamento para TDAH

O tratamento para TDAH é feito por uma intervenção multidisciplinar, que envolve profissionais de áreas médicas, saúde mental e o suporte dos pais e responsáveis.

Dessa forma, o TDAH é tratado ao longo da vida com o uso de medicamentos, terapia comportamental e ações naturais. A seguir, confira como é feito. 

Tratamento com medicação

A medicação é um dos tratamentos para TDAH mais comuns e que promovem a redução dos prejuízos de coordenação motora fina e dos sintomas de impulsividade e desatenção, facilitando a interação social do indivíduo e melhorando o desempenho no trabalho ou escola. 

Na lista de opções de medicamentos para TDAH, os psicoestimulantes como Metilfenidato, conhecido como ritalina, são a primeira escolha para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Dependendo do caso, o uso de antidepressivos e antipsicóticos também pode ser indicado para TDAH

Tratamento com psicoterapia

O tratamento com psicoterapia feita para TDAH é realizado por psicólogos e se chama Terapia Cognitivo- Comportamental

O foco é ajudar a criar hábitos melhores e apoiar as mudanças de comportamento, moldando uma maior autonomia e motivação para as crianças, jovens e adultos que enfrentam os problemas causados pelo TDAH. 

Durante o tratamento com psicoterapia, é importante que todo o contexto social da criança seja trabalhado também, envolvendo os pais, tutores e professores para seguir as orientações que são essenciais no dia a dia. 

Tratamento alternativo

Antes de qualquer coisa, é importante lembrar que a ajuda profissional é a mais importante, pois o tratamento alternativo para TDAH não substitui o convencional, apenas auxilia no tratamento de pessoas com TDAH, que inclui:

  • Técnicas de relaxamento e meditação (ioga, acupuntura, shiatsu etc);
  • Manutenção de um ambiente organizado (regras para facilitar a rotina de tarefas, concentração, etc);
  • Praticar atividades físicas (essencial para diminuir sintomas de TDAH como hiperatividade, prejuízos na coordenação motora, atenção, etc);
  • Cuidados com alimentação (consumir açúcar moderado, evitar corantes, conservantes, etc).

Como a família pode ajudar no tratamento de TDAH

Primeiramente, a família de quem possui TDAH pode ajudar procurando profissionais especializados para dar o diagnóstico e tratamento adequado

Isso é fundamental para fornecer o melhor tratamento de acordo com as necessidades de cada indivíduo e amenizar os sintomas de TDAH, que podem seguir o indivíduo por toda a vida. 

Além disso, a família também pode procurar complementar o tratamento com um Programa de Atividades Físicas Adaptadas, que vai trabalhar todas as áreas complementares da criança. 

Outro fator fundamental é os pais e responsáveis se envolverem na rotina e seguir as orientações dos profissionais para proporcionar um ambiente acolhedor e propício para a criança se desenvolver e evoluir ao longo do tratamento.

Na nossa página de serviços de atendimento e diagnóstico você pode tirar todas as suas dúvidas e encontrar o tratamento para TDAH personalizado necessário.

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TEA

Descubra 7 sintomas de autismo e como lidar com eles

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio psiquiátrico do desenvolvimento que afeta 1 em cada 160 crianças, de acordo com pesquisas feitas pela Organização Pan-Americana de Saúde. 

Por ser uma patologia que se inicia na infância, os sinais de autismo podem aparecer desde o nascimento até os cinco anos de vida, persistindo pela adolescência e vida adulta.

Sendo um transtorno de espectro, os sinais e características do autismo são variados e nem sempre são fáceis de serem percebidos. Por isso, criamos esse artigo para você conhecer os 7 principais sintomas de autismo e o que fazer nesses casos. Vamos lá?

Sintomas de autismo

As características do autismo englobam, principalmente, a dificuldade de socialização e comunicação. Dessa forma, os 7 principais sintomas de autismo são:

  1. Dificuldade em fazer contato visual
  2. Dificuldade em expressar sentimentos e ideias
  3. Dificuldade em se comunicar
  4. Irritação com mudança de rotina
  5. Dificuldade na coordenação motora
  6. Movimentos repetitivos
  7. Sensibilidade a luz, sons, toques, etc

Dificuldade em fazer contato visual

Pessoas com TEA tendem a ter dificuldade em fazer contato visual com outras pessoas.

Dificuldade em expressar sentimentos e ideias

Não conseguir expressar ideias e sentimentos de forma clara é um dos sintomas de autismo bem comuns, devido a dificuldade em compreender e usar a linguagem corporal, expressões faciais e gestos.

Dificuldade em se comunicar

A dificuldade na comunicação é um dos sinais de autismo que variam, desde o atraso do desenvolvimento da fala até a dificuldade para participar ou iniciar conversas, dificultando a adaptação em ambientes diferentes.

Irritação com mudança na rotina

“Birras”, choros, agressividade e irritação em crianças com autismo quando ocorrem mudanças na rotina ou no ambiente são sintomas bastante comuns. 

Pelo fato de até as pequenas mudanças afetarem o humor de quem possui TEA, os cuidadores não conseguem entender esse sinal e identificar de onde vem esse comportamento. 

Essas pequenas mudanças na rotina incluem trocar a embalagem do suco preferido e até a rotina feita antes de sair de casa, por exemplo.

Dificuldade na coordenação motora

A dificuldade pode ser tanto na coordenação motora fina quanto na grossa, afetando os movimentos musculares delicados e específicos, resultando em uma dificuldade de manusear objetos (bola, cubos etc) e fazer atividades (desenhar, correr, pintar etc).

Repetições

Um dos sintomas de autismo que costuma aparecer nos primeiros sinais são as repetições, que podem ser repetições de palavras ou movimentos, como: abanar as mãos, balançar o corpo para frente e para trás, andar nas pontas dos pés, estalar os dedos, dentre outros que podem ser vistos como “manias”. 

Sensibilidade a luz, sons, toques, etc

Fogos de artifício, luzes que piscam, cheiros, ambientes barulhentos, lugares movimentados, toque físico e uso de certos tecidos, por exemplo, podem causar reações como choro e irritabilidade em pessoas com TEA

O que fazer em caso de sintomas de autismo

Em caso de observar sinais de autismo, a melhor conduta é procurar ajuda profissional e adequada o quanto antes. Isso porque o diagnóstico de autismo pode levar um tempo para ser concluído com certeza. 

Por isso, os profissionais indicam que os sintomas de autismo sejam tratados precocemente, pois devem envolver uma equipe interdisciplinar, multidisciplinar ou transdisciplinar, que pode abranger:

Sendo assim, em caso de você conhecer alguém com sintomas de autismo, entre em contato e saiba mais informações no nosso espaço de serviços de atendimento e diagnóstico

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TEA

Marcos do desenvolvimento infantil: quais são e como ocorrem.

Desde o nascimento as crianças estão se desenvolvendo e aprendendo, sendo o momento mais importante para o desenvolvimento infantil os seis primeiros anos, pois 85% do cérebro das crianças é formado até essa idade. 

E para você conhecer mais sobre os marcos do desenvolvimento infantil, preparamos esse artigo com quais são, como ocorrem e a importância de acompanhá-los. Vamos lá?

O que são marcos do desenvolvimento infantil?

Os marcos do desenvolvimento infantil são etapas de habilidades que a maior parte das crianças deve atingir a cada idade. 

Porém, é importante ressaltar que, o desenvolvimento infantil pode variar de criança para criança. Por exemplo, uma pode atingir um ponto das fases do desenvolvimento infantil que é andar aos 10 meses, e outra aos 15 meses; algumas podem falar 20 palavras com 3 anos, outras 50.

De todo modo, esses marcos existem para guiar o que deve ser adequado e esperado em cada fase do desenvolvimento infantil, que podem ser divididos em 4 categorias:

  1. Sócio emocional: capacidade de seguir regras, instruções, expressar emoções de maneira eficaz e se relacionar de forma positiva;
  2. Linguagem: capacidade de aprender a falar e absorver frases;
  3. Cognitivo: capacidade de pensamento, aprendizado e resolução de problemas;
  4. Motor: capacidade de aprender as habilidades motoras (coordenação motora fina e grossa), como engatinhar, andar e sentar.

Quais os marcos do desenvolvimento infantil?

Os principais marcos do desenvolvimento infantil vão de 0 a 6 anos, da seguinte forma:

De 0 a 6 meses

  • Sócio emocional: Risadas e sorrisos com estímulo de cócegas;
  • Linguagem: Emitir sons balbuciando;
  • Cognitivo: Movimentar os olhos de maneira coordenada e virar a cabeça para acompanhar o ambiente;
  • Motor: Tentar erguer a cabeça, sentar com apoio, procurar por objetos, agarrar e levar na boca.

De 6 a 9 meses

  • Sócio emocional: Entender o “não” e “sim”, gargalhar e sorrir por felicidade;
  • Linguagem: Balbuciar consoantes e vogais, como mama, meme, papa, etc;
  • Cognitivo: Atender quando é chamado pelo nome, começa a ter brinquedos preferidos;
  • Motor: Sentar sem a necessidade de apoio, ficar em pé segurando a mão de uma pessoa, engatinhar, manipular brinquedos com as próprias mãos.

De 9 a 12 meses

  • Sócio emocional: Chorar na ausência dos pais, imitar gestos e sons, possuir interesse em outras crianças e pessoas;
  • Linguagem: Compreender e poder falar papai, mamãe ou outra palavra frequente, acenar dando tchauzinho;
  • Cognitivo: Cutucar com o dedo, apontar, responder alguns pedidos; 
  • Motor: Conseguir se levantar e ficar de pé, caminhar segurando em móveis, fazer o movimento de pinça com as mãos.

De 12 a 18 meses

  • Sócio emocional: Estranhar desconhecidos, demonstrar emoções quando quer algo, usar a imaginação durante brincadeiras;
  • Linguagem: Falar algumas palavras, fazer gesto de não com a cabeça, apontar com intuito de mostrar as coisas;
  • Cognitivo: Fazer rabiscos, apontar para partes do próprio corpo, seguir instruções simples;
  • Motor: Comer com colher, segurar e beber no copo, caminhar sem se segurar ou precisar de apoio.

2 anos

  • Sócio emocional: Apresentar mais independência, brincar perto de outras crianças;
  • Linguagem: Repetir palavras, início formação frases, brincar e apontar figuras em livros;
  • Cognitivo: Começar a dar nome as cores e formas, brincar de faz de conta, empilhar objetos e blocos;
  • Motor: Arremessar bolas, conseguir ficar na ponta do pé, começar a correr.

3 anos

  • Sócio emocional: Brincar com outras crianças, demonstrar preocupação com os outros chorando;
  • Linguagem: Responder perguntas simples, se comunicar com frases maiores, conseguir falar o nome próprio e idade;
  • Cognitivo: Empilhar blocos e montar torres, abrir portas, usar muito a imaginação durante brincadeiras;
  • Motor: Correr com mais facilidade, descer e subir as escadas.

4 anos

  • Sócio emocional: Aumentar a imaginação através de brincadeiras, contar o que gosta e o que tem interesse;
  • Linguagem: Falar grandes frases e contar histórias;
  • Cognitivo: Recontar histórias, entender o conceito de diferente e igual, saber nome de cores e números;
  • Motor: Usar tesoura sem ponta, conseguir pular de um pé só, agarrar bola.

De 5 a 6 anos

  • Sócio emocional: Diferenciar a realidade do faz de conta, querer ser parecido com amigos;
  • Linguagem: Falar de forma clara grandes frases, usar o tempo no futuro, falar o nome e endereço;
  • Cognitivo: Reproduzir alguns números e letras, contar até 10 ou mais;
  • Motor: Escalar pequenas alturas, conseguir nadar, pular de um pé só por mais tempo.

Qual a importância de acompanhar os marcos do desenvolvimento infantil

Acompanhar os marcos do desenvolvimento infantil é fundamental, pois essas fases ajudam os pais, professores e médicos a perceberem precocemente quando o desenvolvimento da criança não corresponde ao esperado para a idade.

Dessa forma, por exemplo, é possível desenvolver e trabalhar o que for necessário através do Programa de Estimulação Global (EG) para melhorar a coordenação motora fina e grossa, capacidade social, cognitivo, dentre outros. 

Para entender mais sobre os marcos do desenvolvimento infantil, acesse nossa página de atendimento e diagnósticos.

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TEA

Conheça os sintomas de TDAH em crianças e o que fazer ao reconhecê-los

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade é uma condição neurológica com sintomas caracterizados pela falta de atenção, hiperatividade ou impulsividade. 

Dessa forma, crianças com TDAH podem ser diagnosticadas logo na infância, com objetivo de amenizar os sintomas e proporcionar qualidade de vida.

Isso porque, os sintomas de TDAH podem afetar a função cognitiva das crianças, a vida escolar, além das interações sociais e comportamentais que podem seguir por toda a vida adulta. 

Pensando nisso, criamos esse artigo para te ajudar a conhecer quais são os sintomas de TDAH, quais são os tipos de TDAH e o que fazer ao reconhecer os sinais. Vamos lá?

Sintomas de TDAH

A soma dos principais sintomas de TDAH formam 18 características que são divididas em 3 tipo de grupos:

  • 9 sintomas principais estão relacionados à desatenção;
  • 6 sintomas principais estão relacionados à hiperatividade;
  • 3 sintomas principais estão relacionados à impulsividade. 

Sendo assim, os sinais de TDAH durante a infância se manifestam nas dificuldades escolares e nos relacionamentos com pais, professores e amigos. 

Normalmente, os meninos apresentam mais sintomas de TDAH relacionados com a hiperatividade, porém, tanto meninas quanto meninos podem apresentar sinais como a desatenção durante a infância. 

Além disso, outro sintoma de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade muito comum em crianças com TDAH é a dificuldade na coordenação motora fina, que pode atrapalhar o desenvolvimento infantil em vários níveis, como brincar, correr, escrever, desenhar, dentre outros.

Quais são os graus dos sintomas de TDAH?

Os graus dos sintomas de TDAH são divididos em:

  • Leve: poucos sintomas e menos prejuízos sociais, acadêmicos ou profissionais;
  • Moderado: sintomas leves e graves misturados;
  • Grave: sintomas fortes e com grande prejuízo das funções corporais, sociais, acadêmicas e profissionais.

Tipos de TDAH

Muitos se perguntam quais são os 18 sintomas de TDAH, e podemos dizer que eles são separados dentro dos tipos de TDAH, que são divididos em três padrões, levando em consideração suas características, e eles são:

  1. Tipo de TDAH: desatento;
  2. Tipo de TDAH: hiperativo/impulsivo;
  3. Tipo de TDAH: combinado.

1. Tipo de TDAH: desatento

Esse tipo de TDAH é caracterizado pela desatenção, pois a pessoa tem dificuldade em se concentrar por muito tempo em algo ou assunto específico, além de se distrair facilmente por qualquer estímulo do ambiente, acarretando em vários sintomas desse tipo de TDAH, como:

  • Errar por falta de atenção;
  • Não conseguir fazer atividades que precisem de esforço mental grande;
  • Esquecer o que ia falar, ou fazer;
  • Dificuldade em organizar e gerir o tempo;
  • Perder coisas importantes durante a rotina;
  • Não escutar quando é chamado, e sendo considerado desinteressado por isso.

2. Tipo de TDAH: hiperativo/impulsivo

O Tipo de TDAH hiperativo ou impulsivo é caracterizado, principalmente, pela hiperatividade, ou seja, a inquietação e mania de mexer os pés ou as mãos se ficarem por muito tempo sentados, e por não conseguirem ficar muito tempo em um só lugar. Além disso, outros sintomas de TDAH que fazem parte do tipo hiperativo

  • Tendência a vícios mais graves (como álcool) e outros mais leves, como obsessão por colecionar objetos, por exemplo;
  • Não conseguir lidar com frustrações;
  • Pode ter o temperamento explosivo;
  • Muda de planos com facilidade;
  • Faz várias atividades ao mesmo tempo, por não conseguir lidar com o tédio;
  • Dificuldade em se expressar, pois a fala não acompanha os pensamentos, que podem ser rápidos e confusos.

3. Tipo de TDAH: combinado

O Transtorno de Déficit de Atenção do tipo combinado é o mais difícil de diagnosticar, pois é necessário que a pessoa apresente sintomas de TDAH dos dois tipos anteriores, combinando desatenção e hiperatividade. 

O que fazer em caso de sintomas de TDAH

Ao perceber sintomas de TDAH em uma criança, é fundamental levá-la em um profissional adequado. Isso porque, quanto antes o diagnóstico for feito, melhores serão os resultados do tratamento. 

Dependendo do caso, o tratamento pode envolver acompanhamento psicológico, remédios e exercícios físicos, como o Programa de Atividades Físicas Adaptadas, que ajudam crianças e jovens com os sintomas físicos, sociais e psicológicos.

Portanto, se você conhece alguém com sintomas de TDAH, procure ajuda profissional adequada, afinal, viver bem é prioridade e um direito de todas as crianças – e adultos.

Para uma avaliação especializada, acesse nossa página de serviços de atendimento e diagnóstico!

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AFA

Atividade física para crianças: conheça os benefícios ao desenvolvimento infantil

A atividade física na infância é importante para proporcionar alegria e boas lembranças, mas você sabia que é fundamental para o desenvolvimento infantil em diversos aspectos?

Isso mesmo, a atividade física para crianças vai muito além de uma fase de brincadeiras, as ações envolvem benefícios intelectuais, sociais, mentais e físicos necessários para crescer saudável. 

E para você entender mais sobre o assunto, criamos esse artigo para apresentar os benefícios da atividade física para crianças, as principais atividades e as adaptadas! Vamos lá? 

Benefícios da atividade física para crianças

Além de promover alegria e ser um momento único durante a infância que mescla brincadeiras e saúde, a atividade física para crianças possui diversos benefícios, como:

  • aumenta a autoestima;
  • auxilia na saúde física e mental;
  • diminui a possibilidade de obesidade;
  • diminui as chances de doenças ligadas ao sedentarismo;
  • ajuda na socialização;
  • eleva o domínio do próprio corpo;
  • fortalece músculos, ossos e articulações;
  • melhora a postura e o equilíbrio;
  • estimula a coordenação motora fina e grossa;
  • trabalha a criatividade;
  • aumenta a qualidade de sono;
  • desenvolve o pessoal e o reconhecimento social;
  • melhora a concentração;
  • proporciona alegria e bem-estar;
  • dentre outros.

Dessa forma, a atividade física na infância possui papel fundamental para o desenvolvimento infantil, com movimentos que ajudam a expressar emoções, desenvolver a capacidade intelectual, física e afetiva, trabalhando 3 pontos importantes de habilidades do movimento, sendo elas:

  • motoras gerais: correr, saltar, caminhar, etc;
  • manipulativas: lançar objetos, chutar bolas, segurar itens, fazer atividades manuais como cortar papel, pintar, etc;
  • estabilizadoras: manter a postura, principalmente a vertical, ter domínio sobre o próprio corpo, etc.

Principais atividades físicas para crianças

As atividades físicas para crianças precisam estar presentes durante todo o seu desenvolvimento, ajudando a criar controle, coordenação, agilidade, equilíbrio e harmonia.

Isso porque, as principais atividades físicas para crianças precisam mesclar a imaginação, alegria e atividade de coordenação motora, como por exemplo:

  • Ginástica;
  • Natação;
  • Judô;
  • Futebol;
  • Balé;
  • Pintura.

Programa de Atividades Físicas Adaptadas para crianças

O AFA é um programa de atividade física adaptada para crianças e jovens com ações psicomotrizes para o desenvolvimento infantil.

Conforme a necessidade, capacidade, limitações e característica particular de cada inscrito no programa, os objetivos são definidos e considerados, em aspectos

  • cognitivo;
  • corporal;
  • afetivo;
  • ético;
  • estético;
  • relação social e interpessoal.

Com isso, as atividades físicas para crianças no AFA através da ginástica são trabalhadas em solo, focado em agilidade, coordenação motora, velocidade e força, e através da piscina, são ações feitas através de estímulos sociais, psicomotores e interativos.

Portanto, o objetivo do Programa de Atividades Físicas Adaptadas é desenvolver e melhorar as habilidades sociais e motoras, elevando a autoestima, aprendizado e interação social.

E para quem precisa de ações adequadas a sua realidade, como por exemplo pessoas com autismo ou TDAH, a atividade física adaptada também pode auxiliar em fatores, como:

  • Aprender novas habilidades;
  • Reduzir a ansiedade;
  • Aprimorar a comunicação;
  • Melhorar o humor;
  • Promover bem-estar;
  • Criar autonomia;
  • Aumentar a concentração e foco;
  • Dentre outros.

Para conhecer mais sobre a atividade física para crianças, acesse nossa página sobre o Programa de Atividades Físicas Adaptadas e tire todas as suas dúvidas!

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Diagnóstico Precoce

O que é TDAH e como ele afeta a vida de crianças e adultos

O TDAH é um tema cada vez mais presente nas conversas. Mas será que você realmente sabe o que é TDAH? O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurobiológica que afeta tanto crianças quanto adultos, dificultando a concentração e o controle de impulsos. 

Esse transtorno pode impactar o desempenho escolar, a convivência social e o ambiente de trabalho, sendo essencial identificar os sintomas e buscar o tratamento adequado.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) afeta aproximadamente 5% a 8% das crianças em todo o mundo e cerca de 2,5% dos adultos. No Brasil, a prevalência estimada em crianças e adolescentes é de 7,6%, enquanto entre adultos varia entre 5,2% a 6,1%, dependendo da faixa etária, conforme estimado pelo Ministério da Saúde.

TDAH: o que é o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade?

O TDAH é caracterizado por uma combinação de desatenção, hiperatividade e impulsividade. A condição costuma surgir na infância, muitas vezes antes dos 12 anos, mas pode persistir ao longo da vida, afetando o comportamento e a forma como a pessoa lida com as atividades do dia a dia. De acordo com a Associação Americana de Psiquiatria, o transtorno é um dos mais comuns em crianças, e também afeta uma porcentagem considerável de adultos.

Os três tipos de TDAH

O TDAH pode ser dividido em três tipos, dependendo dos sintomas predominantes:

Predominantemente Desatento: Nesse subtipo, os sintomas principais incluem dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades, distração fácil e esquecimentos frequentes. Pessoas com essa forma do TDAH podem ter problemas para seguir instruções ou completar tarefas, especialmente quando são complexas ou exigem atenção prolongada. 

Há uma tendência a perder objetos necessários para atividades cotidianas (como chaves, materiais escolares ou documentos) e dificuldades em organizar atividades diárias. Esse subtipo é frequentemente diagnosticado mais tardiamente, pois os sintomas podem não ser tão disruptivos quanto os associados à hiperatividade. Em crianças, pode ser confundido com falta de motivação ou preguiça.

Predominantemente Hiperativo-Impulsivo: Aqui, a hiperatividade e a impulsividade são os sintomas mais pronunciados. Isso se manifesta em comportamentos como inquietação constante (não conseguir ficar sentado por muito tempo), falar excessivamente ou interromper os outros, e dificuldade em esperar a sua vez. 

A impulsividade pode levar a ações precipitadas, como interromper conversas ou atividades e correr riscos sem considerar as consequências. Esse tipo de TDAH tende a ser mais fácil de identificar em crianças pequenas, que mostram comportamentos agitados e têm dificuldade em controlar seus impulsos.

Combinado: É o tipo mais comum e envolve uma combinação significativa de sintomas de desatenção e hiperatividade/impulsividade. Indivíduos com o tipo combinado podem apresentar uma ampla gama de comportamentos que dificultam a concentração e o controle de impulsos. 

Essa combinação faz com que o TDAH combinado seja o mais disruptivo em contextos sociais e educacionais, já que a criança ou adulto pode ter dificuldades tanto para manter o foco quanto para controlar comportamentos impulsivos.

Causas: fatores genéticos, ambientais e sua influência no transtorno

O TDAH é influenciado por fatores genéticos e ambientais. Estudos mostram que a genética tem um papel relevante, com familiares de pessoas com TDAH apresentando maior probabilidade de desenvolver o transtorno. 

Além disso, fatores ambientais, como exposição a substâncias tóxicas durante a gestação, parto prematuro e baixa oxigenação ao nascimento, também podem aumentar os riscos. A combinação desses fatores pode afetar a estrutura cerebral e o funcionamento dos neurotransmissores, o que contribui para os sintomas do TDAH.

De acordo com estudos, as principais causas do TDAH estão ligadas a fatores hereditários e a problemas durante a gravidez, como estresses e brigas, que alteram as conexões entre os neurônios, afetando os neurotransmissores do bebê (na dopamina e noradrenalina).

Além disso, algumas pesquisas também apontam outras possíveis causas para o TDAH, como:

substâncias ingeridas durante a gravidez, como a nicotina e álcool, por exemplo;

sofrimento fetal, como problemas durante o parto;

fatores ambientais, como exposição a substâncias radioativas;

exposição a chumbo;

problemas familiares, como brigas, agressões, ou tudo que afete o bem-estar do bebê.

Como identificar o transtorno de déficit atenção e hiperatividade em crianças e adultos

O diagnóstico de TDAH pode ser desafiador, pois os sintomas variam de acordo com a idade e podem ser confundidos com comportamentos típicos. Contudo, identificar os sinais em crianças e adultos é essencial para direcionar o tratamento adequado.

No caso onde o TDAH é caracterizado pela desatenção, as maiores dificuldades e sintomas são:

  • falta de concentração;
  • falta de organização;
  • não conseguir seguir instruções;
  • não terminar o que começa;
  • se distrair com facilidade;
  • esquecimento;
  • não se prender em detalhes;
  • dentre outros.

Já em casos onde a hiperatividade é dominante no indivíduo com TDAH, os principais sintomas são:

  • inquietude;
  • agitação;
  • impaciência;
  • impulsividade;
  • precipitação e intromissão;
  • não se prender por muito tempo em uma atividade;
  • tédio;
  • dentre outros.

Sintomas em crianças

Em crianças, o TDAH geralmente se manifesta por dificuldade em manter a atenção em tarefas escolares, inquietação, fala excessiva e impulsividade. Esses comportamentos podem prejudicar o desempenho acadêmico e a interação com colegas, além de serem confundidos com atitudes normais da idade. 

A criança pode parecer desinteressada em atividades que exijam concentração e ser constantemente repreendida por comportamentos considerados inapropriados.

Sintomas em adultos

Nos adultos, o TDAH pode se apresentar de forma diferente. A hiperatividade tende a diminuir, mas a desatenção e a impulsividade permanecem. Entre os sintomas comuns estão a dificuldade em organizar tarefas, esquecer compromissos e prazos, procrastinação e problemas para manter a atenção em reuniões e conversas. 

Além disso, muitos adultos com TDAH enfrentam desafios no ambiente de trabalho e nos relacionamentos, o que pode resultar em estresse e ansiedade.

A importância de fazer um diagnóstico de TDAH adequado

Um diagnóstico preciso é fundamental para diferenciar o TDAH de outras condições que podem apresentar sintomas semelhantes, como ansiedade e depressão. O processo de diagnóstico deve ser realizado por um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra, que utilizará critérios clínicos e questionários específicos. 

O diagnóstico precoce é importante para evitar prejuízos ao desenvolvimento da criança e garantir um melhor ajuste do adulto às suas atividades diárias.

Como diagnosticar TDAH

Primeiramente, é importante reconhecer os sinais e sintomas do TDAH para obter um diagnóstico preciso e começar o tratamento adequado.

Normalmente, os primeiros sintomas de TDAH se manifestam logo na infância – precisamente antes dos sete anos de idade – em pelo menos dois ambientes diferentes onde a criança vive.

Por isso, para começar a avaliação e diagnóstico de TDAH é necessário reunir os sinais de comportamento (que envolvem a fala, coordenação motora, socialização, dentre outros sintomas em diversas situações diferentes) em ambientes como:

  • casa;
  • escola;
  • lazer.

Portanto, o diagnóstico de TDAH é feito em diversas etapas:

  • Histórico médico e de desenvolvimento: É coletado informações sobre o histórico médico, de desenvolvimento e comportamental do paciente;
  • Observação clínica: O profissional de saúde observa o comportamento do paciente em diferentes ambientes e situações;
  • Questionários e escalas de avaliação: O paciente ou os pais/responsáveis respondem a questionários ou preenchem escalas de avaliação que ajudam a identificar sinais de TDAH;
  • Avaliação neuropsicológica: Um profissional de saúde realiza uma avaliação neuropsicológica para avaliar as habilidades cognitivas e de atenção do paciente.
  • Exames físicos e de imagem: Exames físicos e de imagem, como ressonância magnética, podem ser realizados para descartar outras condições que possam estar causando sintomas semelhantes ao TDAH.
  • Consulta com um psiquiatra ou psicólogo: Um psiquiatra ou psicólogo é consultado para avaliar o paciente e confirmar o diagnóstico de TDAH.

É importante lembrar que o processo de diagnóstico pode variar de acordo com os níveis de sintomas de cada indivíduo. 

5 fatos sobre a importância de fazer um diagnóstico de TDAH adequado

  1. Tratamento eficaz: Diagnosticar o TDAH corretamente permite que o paciente receba o tratamento adequado e eficaz, melhorando sua qualidade de vida e desempenho;
  2. Evita o uso inadequado de medicamentos: O diagnóstico incorreto pode levar ao uso inadequado ou excessivo de medicamentos, o que pode ter efeitos colaterais indesejáveis;
  3. Melhora a compreensão: Ajuda o paciente e sua família a compreender melhor a condição e a lidar com ela de maneira eficaz;
  4. Redução de estigmas: Ajuda a reduzir estigmas e a sensibilizar a sociedade para a condição, melhorando a aceitação e a inclusão social do paciente;
  5. Identificação de outras condições: O diagnóstico correto de TDAH pode ajudar a identificar outras condições de saúde mental ou física que possam estar afetando o paciente, possibilitando um tratamento adequado.

Tratamento do TDAH: Quais são as opções e sua eficácia?

O tratamento do TDAH envolve uma abordagem multidisciplinar, que pode incluir medicação, terapia comportamental e ajustes no ambiente escolar ou de trabalho. 

Como é o tratamento de TDAH

O tratamento para TDAH é feito de modo multidisciplinar, usando a combinação de:

  • Medicamentos;
  • Psicoterapia;
  • Fonoaudiologia (quando houver problemas de fala ou de escrita);
  • Tratamentos alternativos (exercícios físicos, por exemplo).

Além disso, é necessário ensinar técnicas específicas e orientações sobre o tratamento aos pais e professores do indivíduo, pois as ações para melhorar a qualidade de vida do paciente precisam ser respeitadas e realizadas por todos.

Sendo assim, separamos alguns exemplos de como funciona o tratamento para TDAH de maneira multidisciplinar, que pode incluir:

  1. Medicamentos: Os medicamentos mais comuns para TDAH são os psicoestimulantes, como a ritalina, que ajudam a melhorar a concentração e a atenção, além de antidepressivos (se forem necessários);
  2. Terapia comportamental: A terapia comportamental, como a terapia cognitivo-comportamental, pode ajudar a melhorar as habilidades sociais, de comportamento e de autocontrole do paciente;
  3. Informação e treinamento: A informação adequada e o treinamento sobre TDAH podem ajudar o paciente e sua família a compreender melhor a condição e a lidar com ela de maneira eficaz;
  4. Estilo de vida saudável: A adoção de hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada, atividade física regular e boas práticas de sono, pode ajudar a melhorar os sintomas do TDAH;
  5. Suporte social: O suporte social, incluindo grupos de apoio e terapia familiar, pode ser útil para ajudar o paciente e sua família a lidar com os desafios do TDAH.

OBS.: O tratamento para o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade pode variar dependendo da gravidade dos sintomas e das necessidades do paciente, e deve ser elaborado por profissionais adequados.

O Espaço Terapêutico Amira Figueiras – Arima oferece atendimento especializado para crianças e adolescentes com TDAH, focando em diagnósticos precisos e tratamentos interdisciplinares. Quer saber mais? Entre em contato e descubra como podemos ajudar no desenvolvimento do seu filho!

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TEA

O que é autismo (TEA), sintomas, causas, diagnóstico e tratamento

Pessoas com transtorno do espectro autista podem apresentar dificuldade na comunicação social, interação social e ações pessoais, mas afinal, o que é mesmo o autismo?

O que é autismo envolve vários níveis, tipos, diagnósticos e particularidades, por isso, possui o nome científico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Por isso, no artigo de hoje, vamos te ajudar a entender melhor o que é TEA, o diagnóstico, quais as características (sintomas de autismo) possíveis causas e tratamento. Vamos lá?

O que é autismo?

O Transtorno do Espectro Autista (TEA), conhecido também como autismo, é uma condição de saúde que reúne desordens no desenvolvimento neurológico, caracterizado pela dificuldade na comunicação social e comportamental. 

Portanto, o que é autismo, de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-V), combina 4 diagnósticos em 1 só:

  • Transtorno Autista;
  • Síndrome de Asperger;
  • Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Não Especificado;
  • Transtorno Desintegrativo da Infância.

Além disso, o TEA possui diferentes tipos de suporte (de acordo com os níveis de autismo), sendo:

  • Autismo Nível 1 (autismo leve) – dificuldade baixa, que pode não atrapalhar as habilidades sociais;
  • Nível 2 – dificuldade mediana, com menor grau de independência;
  • Nível 3 – dificuldade mais severa, necessitando apoio e tratamento especializado durante toda vida.

Diagnóstico para TEA

Primeiramente, os sinais do autismo podem aparecer logo nos primeiros meses de vida do bebê da seguinte forma:

  • falta de contato visual com a mãe;
  • apatia;
  • inquietação;
  • choro sem causa aparentemente e sem parar;
  • surdez aparente – não olhar quando chamado e não corresponder a estímulos;
  • movimentos como pêndulo com o tronco, cabeça e mãos.

Vale ressaltar que, por serem ações que podem ser características dos bebês nos primeiros momentos de vida por outros fatores, o diagnóstico do autismo costuma ocorrer de fato entre 1 e 2 anos, podendo ser antes disso de acordo com sinais mais sérios e intensos, ou após essa idade se forem mais sutis.

Portanto, o diagnóstico do autismo é feito com base em múltiplas fontes de informação, mas principalmente na observação clínica direta do paciente, incluindo entrevistas com o cuidador e, quando possível, autorrelato.

Quais as características do autismo?

Por afetar o comportamento do indivíduo, as características do autismo envolvem a alteração de comportamento, dificuldade de interagir socialmente e se comunicar.

Ou seja, crianças com TEA podem ter dificuldade em expressar emoções, além de manias e ações repetitivas, apego a rotina, dificuldade de imaginar e alterações sensoriais.

Dessa forma, podemos listar as características do TEA mais marcantes em crianças e jovens nos seguintes sintomas de autismo:

  • Não conseguir manter contato visual por muito tempo (ex: 2 segundos);
  • Se isolar ou não demonstrar interesse em ficar com outras crianças;
  • Não responder quando chamamos pelo nome;
  • Alinhar objetos com frequência – além de girar eles também;
  • Ter crises ao sair da rotina;
  • Fazer movimentos repetitivos, principalmente com a mão, perna e cabeça;
  • Não usar a fala ou gestos para mostrar ou demonstrar algo;
  • Repetir palavras e frases fora de contexto, conhecido também como ecolalia;
  • Não demonstrar interesse ou não olhar quando mostramos/apontamos para algo;
  • Demonstrar muito interesse por um único assunto de cada vez, conhecido como hiperfoco;
  • Dificuldade em imitar ações;
  • Não compartilhar interesse – dificuldade em brincar junto, por exemplo;
  • Hiper-reatividade sensorial ou hipersensibilidade, como incômodo a sons e luzes, por exemplo.

Quais as possíveis causas do autismo?

De acordo com pesquisas científicas sobre as causas do autismo, a hereditariedade explica apenas metade dos casos onde existe o risco da criança nascer com TEA.

Com isso, estudos apontam que as possíveis causas do autismo envolvem também fatores que impactam o feto durante a gestação, como estresse, infecções – como a rubéola, substâncias tóxicas, complicações gestacionais, desequilíbrios hormonais, dentre outros.

O que fazer se seu filho tem TEA

Se existe a suspeita que seu filho tem autismo, é importante procurar ajuda médica imediatamente, pois quanto antes começar o tratamento, melhor será a qualidade de vida e desenvolvimento dele. 

A seguir, separamos algumas coisas que você pode fazer para ajudar seu filho a lidar com o TEA. Confira!

Compreender o TEA

Para ajudar seu filho a lidar com o autismo, é importante compreender a condição e sintomas que envolvem o Espectro Autista.

Fale com o médico ou especialista em TEA para obter informações sobre o assunto e sobre como isso afeta o desenvolvimento de seu filho. 

Além disso, procure recursos educacionais, como livros e grupos de apoio para obter mais informações e suportes.

Busque ajuda profissional

Um profissional especializado, como um médico ou terapeuta, é essencial para ajudar seu filho a lidar com o TEA, além de ter a avaliação, diagnóstico e tratamento adequados.

A terapia comportamental pode ajudar a melhorar as habilidades sociais e de comunicação de seu filho, por exemplo, enquanto a terapia ocupacional pode ajudar a melhorar as habilidades motoras finas, além de integração sensorial e as atividades diárias.

O profissional adequado pode prescrever medicamentos e atividades para ajudar a gerenciar os sintomas de autismo.

Crie um ambiente de apoio

É importante que seu filho sinta-se amado e apoiado. Crie um ambiente de apoio em casa, incentivando a expressão de seus sentimentos e ajudando-o a se comunicar.

Também considere juntar-se a grupos de apoio para pais de crianças com TEA, onde você pode compartilhar suas preocupações e obter suporte de outras pessoas que passam pelas mesmas coisas.

Estabeleça rotinas e estrutura

Crianças com TEA geralmente não gostam de mudanças inesperadas. 

Por isso, é importante estabelecer rotinas e estruturas para ajudar seu filho a se sentir seguro e confiante. 

Isso pode incluir uma rotina diária de atividades e uma estrutura clara para as tarefas diárias, como as refeições e o tempo para brincar.

Seja paciente e amoroso

Criar uma criança com autismo pode ser desafiador, mas também é muito gratificante, lembre-se de ser paciente e demonstrar amor, carinho e acolhimento.

Qual o tratamento para autismo?

O tratamento para autismo inclui terapia comportamental e intervenções educacionais especializadas. 

Além disso, a medicação também pode ser usada para tratar condições associadas, como hiperatividade, ansiedade, agressividade e problemas de sono, por exemplo.

O tratamento correto depende das necessidades individuais de cada pessoa com autismo, por isso, é importante trabalhar com uma equipe de profissionais de saúde qualificados e multidisciplinar, que pode envolver:

  • Psicólogo;
  • Psiquiatra;
  • Pediatra;
  • Nutricionista;
  • Fonoaudiólogo;
  • Fisioterapeuta;
  • Neuropsicólogo;
  • Dentre outros.

De modo geral, não existe um único tratamento, por isso é importante lembrar que a conduta e ações vão depender do nível de autismo e idade da pessoa. 
E agora que você já sabe o que é autismo, acesse o nosso Guia Sobre TEA e entenda mais do diagnóstico ao tratamento do autismo!

Atualizado em 16 de Janeiro 2023