O desenvolvimento de habilidades sociais em crianças com autismo é uma etapa fundamental no processo de crescimento e adaptação social. Por isso, compreender as diferentes abordagens para ensinar essas habilidades pode ser o diferencial para uma comunicação mais eficaz e uma interação social bem-sucedida.
Neste sentido, duas abordagens amplamente utilizadas são a ABA (Análise Comportamental Aplicada) e o ensino naturalístico. Ambas têm seu papel na promoção de habilidades sociais, e cada uma pode ser aplicada de maneira personalizada de acordo com as necessidades da criança.
Ao longo do artigo, mostraremos como desenvolver as habilidades sociais através destas duas metodologias. Acompanhe a leitura e fique por dentro!
O que são habilidades sociais e por que elas são importantes no TEA?
Habilidades sociais são comportamentos que permitem que um indivíduo interaja de maneira apropriada e eficaz com outras pessoas. Para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o desenvolvimento dessas habilidades pode ser um desafio. Isso ocorre porque muitas vezes elas têm dificuldades de compreensão das normas sociais, como tomar turnos em uma conversa, fazer amigos ou reconhecer sinais emocionais nos outros.
Essas habilidades são essenciais para o bem-estar emocional e o desenvolvimento social, pois impactam diretamente a forma como a criança interage com seu ambiente. O apoio precoce e as intervenções eficazes podem ajudar muito no processo de aprendizado dessas habilidades.
Diferenças entre abordagem estruturada e naturalística
Existem diferentes formas de ensinar habilidades sociais para crianças com autismo, e elas podem ser divididas principalmente em duas abordagens: estruturada e naturalística. Na abordagem estruturada, a criança aprende comportamentos específicos em um ambiente controlado.
Por exemplo, o terapeuta pode usar peças de teatro com fantoches para ensinar uma criança a cumprimentar alguém ou a fazer uma pergunta. Essas atividades são planejadas para ensinar uma habilidade social em um cenário específico, com claras instruções e repetição. As crianças podem ser instruídas a representar papéis e a seguir diálogos específicos, o que promove a comunicação, a expressão emocional e o trabalho em equipe.
Já a abordagem naturalística foca em interações espontâneas e contextos do dia a dia. O objetivo é ensinar habilidades sociais de maneira mais fluida, utilizando brincadeiras criativas ou situações cotidianas para promover a adaptação social.
Por exemplo, um terapeuta pode usar uma interação durante o jogo de uma criança para ensinar como compartilhar ou esperar sua vez. Ele também pode promover uma brincadeira livre, onde a criança usa sua imaginação, compartilha com os amigos, sem regras específicas, trabalhando a interação entre os mesmos.
Estratégias práticas com base na ABA
A ABA é uma ciência que utiliza reforços positivos para ensinar e reforçar comportamentos desejáveis. Ao aplicá-la em casa, os pais podem criar um ambiente estruturado em que a criança aprenda habilidades sociais através de reforços imediatos.
Algumas estratégias práticas incluem:
- Reforço positivo: sempre que a criança demonstrar uma habilidade social desejada, como cumprimentar alguém ou pedir ajuda, os pais devem reforçar esse comportamento com elogios ou pequenas recompensas.
- Modelagem: os pais podem modelar comportamentos adequados, como iniciar uma conversa ou dar espaço ao outro, incentivando a criança a imitar essas ações.
- Ensino de habilidades específicas: ensinar ações específicas, como fazer contato visual ou usar palavras educadas, em um ambiente tranquilo e sem distrações.
Como aplicar essas estratégias no dia a dia com a criança?
Aplicar essas estratégias no cotidiano pode ser desafiador, mas é possível com prática e paciência. Aqui estão algumas maneiras de integrar essas abordagens no dia a dia:
- Durante brincadeiras: as brincadeiras são momentos ideais para ensinar habilidades como esperar a vez ou compartilhar. Usar jogos de tabuleiro simples pode ser uma boa forma de praticar essas habilidades.
- Em refeições e atividades em grupo: momentos de refeição ou atividades em grupo também são excelentes para treinar habilidades sociais, como cumprimentar os outros e pedir comida educadamente.
- Em situações cotidianas: ao visitar amigos ou familiares, incentive a criança a interagir, fazer perguntas simples ou se despedir.
Quando e onde buscar ajuda especializada?
O apoio especializado é essencial para garantir que as estratégias de desenvolvimento social sejam adequadas para as necessidades específicas da criança. Se você perceber que seu filho está tendo dificuldades para socializar ou compreender as normas sociais, não hesite em buscar a ajuda de um psicólogo ou terapeuta ocupacional especializado em autismo.
A intervenção precoce pode melhorar significativamente o desenvolvimento das habilidades sociais e a qualidade de vida da criança.
Além disso, é importante que os pais e cuidadores continuem aprendendo sobre o desenvolvimento social e comunicação no TEA. O blog do Arima oferece diversos artigos relacionados a esses temas e pode ser um excelente recurso para aprofundar seu conhecimento.
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Larisse Endo, Psicóloga Especialista em ABA e Avaliação Psicológica – CRP 10/05483
Coordenadora de Habilidades Sociais no Espaço Arima