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TEA Terapia Infantil

7 benefícios do PICII para crianças e jovens com autismo e suas famílias

Os benefícios do PICII trazem muitos efeitos positivos tanto para as crianças e jovens autistas como para as suas famílias. Isso porque, ele oferece uma maior autonomia, independência e socialização no TEA.

Veja a seguir o que é o PICII e quais benefícios eles trazem para o progresso do desenvolvimento no autismo!

O que é o PICII?

O PICII (Programa de Intervenção Comportamental Integral/intensiva) é o verdadeiro conceito de tratamento multidisciplinar criado aqui no Espaço Arima, depois de todas as experiências e aprendizados que conquistamos desde 2012.

Ele surgiu devido a uma necessidade de trazer uma abordagem diferente, em tempo real e que, de fato, fosse intensiva para crianças e jovens autistas em graus moderados e severos.

Por essa razão, o PICII é destinado para crianças e adolescentes entre 5 e 18 anos que apresentam atraso no desenvolvimento significativo.

Dessa forma, o programa permite que eles desenvolvam mais independência, autonomia, evolução na linguagem, autoestima, entre outros. O que traz também benefícios para as suas famílias.

Os 7 maiores benefícios do PICII no TEA

Confira a seguir os 7 maiores benefícios do PICII para crianças e jovens autistas e suas famílias:

1 – Redução do stress das terapias

Sabemos que as terapias podem gerar alguns desconfortos para o autista e os seus familiares. Por isso, o PICII conta com uma série de atividades, as quais são direcionadas de forma estratégica e individualizada a fim de reduzir o stress.

2 – Estimulação em ambiente lúdico, rico em estímulos naturais

Todas as atividades do PICII são realizadas em um ambiente espaçoso, com muitos estímulos naturais com plantas, animais e árvores. Assim, é possível melhorar o processo de aprendizagem, em um ambiente extremamente lúdico.

3 – Incentivo à linguagem, empatia e socialização

Em todos os momentos, o PICII realiza o devido incentivo à linguagem, empatia e socialização. Dessa forma, é possível melhorar o convívio social do autista nos mais variados ambientes.

4 – Maior desenvolvimento da autoestima e afeto por pessoas ou animais

Por ter contato frequente com animais e pessoas, o programa permite que o autista tenha mais afeto e autoestima. O que auxilia também no aumento da sua independência e autonomia.

5 – Fomento à independência para as atividades de vida diária

Entendemos que os autistas em graus moderados e severos tendem a ter maiores dificuldades em realizar tarefas diárias, devido ao atraso no desenvolvimento.

Por isso, o PICII é um dos maiores aliados para melhorar essas questões. Uma vez que ele estimula o desenvolvimento da independência, trazendo benefícios também para os seus familiares.

6 – Senso de pertencimento, fraternidade e companheirismo

O programa aumenta o senso de pertencimento, fraternidade e companheirismo, o que faz com que o autista melhore ainda mais o convívio social.

7 – Mais dignidade à vida pessoal dos familiares

Por último, mas não menos importante, o PICII permite que os familiares tenham mais tempo para outras atividades, melhorando a sua dignidade e a rotina diária.Quer saber mais detalhes sobre o PICII? Fale com a nossa equipe agora mesmo! Estamos prontos para tirar todas as suas dúvidas!

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Estimulação Global TEA

Estímulo da linguagem no autismo: Como fazer?

O estímulo da linguagem no autismo é uma das tarefas mais importantes para desenvolver as habilidades de comunicação do autista.

Em síntese, o TEA (Transtorno do Espectro Autista) é um transtorno que gera dificuldades de fala, seja ela verbal ou não verbal.

Todavia, isso não significa que a pessoa com autismo não consegue falar, mas sim que demonstra dificuldades de se comunicar, seja através da fala, de gestos, de olhares, de empatia e de demais recursos de comunicação.

Por isso, é muito importante que os pais e responsáveis de crianças autistas façam o estímulo da linguagem para que elas desenvolvam habilidades de comunicação, dentro das suas possibilidades.

Como fazer o estímulo da linguagem no autismo?

Antes de mais nada, é importante compreender que cada pessoa autista é única e diferente. Uma vez que existem níveis de autismo, o transtorno pode apresentar características diferentes a depender da pessoa.

Dessa maneira, algumas estratégias podem funcionar muito bem para alguns autistas, mas não para outros.

Por isso, é crucial buscar o auxílio de uma equipe transdisciplinar, para que o estímulo da linguagem no autismo seja feito de forma individualizada e direcionada.

Veja a seguir algumas maneiras de estimular a linguagem no autismo e desenvolver as habilidades de comunicação de pessoas com TEA:

Estimule contato visual e gestos

Sabemos que a comunicação não acontece apenas através da fala. Uma vez que também nos comunicamos de forma não verbal, seja por meio de gestos ou contato visual.

Por conta disso, é crucial estimular formas de comunicação não verbais nas crianças autistas.

Assim, os pais e responsáveis podem ensinar, por exemplo, a bater palmas, balançar a cabeça quando quiser falar sim ou não, apontar para objetos, abrir as mãos, entre outras maneiras.

Faça imitações

Uma outra forma muito eficaz de estímulo da linguagem no autismo é a partir da imitação, ou seja, ensinando a criança a repetir palavras e ações. Com isso, é possível criar situações ou utilizar brinquedos para chamar a sua atenção.

Deixe a criança se expressar

Para falar e se comunicar sem medo de errar, a criança precisa se sentir livre e segura. Por isso, deixar ela se expressar, sem corrigir os erros de maneira brusca, é fundamental para o processo de estímulo da linguagem.

Sendo assim, evite completar as frases ditas, e, caso ela não responda corretamente ou não responda, não force! Fale que está tudo bem, e tente novamente em um outro momento.

Use a tecnologia ao seu favor

No geral, os autistas costumam gostar bastante de tecnologia. E o legal é que, hoje, há diversos suportes visuais e softwares que podem ser utilizados para estimular a fala, como, por exemplo, imagens que produzem palavras e pedem para o usuário repetir.

Utilize linguagem simples

Evite utilizar palavras difíceis ou rebuscadas! Lembre-se que a criança precisa, primeiramente, compreender as palavras, e elas precisam ser o mais simples possível. 

Elogie sempre

Por fim, sempre elogie e parabenize a criança todas as vezes em que ela cumprir alguma atividade ou fizer algo positivo. Isso é importante para manter o seu envolvimento e motivação durante o processo.

Referências

SILVA, E. A. M. TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) E A LINGUAGEM: A IMPORTÂNCIA DE DESENVOLVER A COMUNICAÇÃO. Revista Psicologia & Saberes, v. 9, n. 18, p. 174-188, 2020.

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TEA

Como desenvolver a confiança e autoestima da criança com TEA?

Sabemos que crianças autistas demonstram habilidades únicas, mas saber como desenvolver a confiança e autoestima da criança com TEA costuma ser um grande desafio para muitos pais.

Na maioria das vezes, os pais tendem a focar somente nas dificuldades que as crianças possuem para se relacionar e se comunicar com os outros.

Mas, é importante salientar que elas têm habilidades e talentos especiais, que precisam ser incentivados e valorizados.

Com isso, é possível desenvolver a confiança, autoestima e independência da criança desde cedo, permitindo que ela seja mais autônoma na vida adulta.

Como desenvolver a confiança e autoestima da criança com TEA: O primeiro passo

Antes de mais nada, o primeiro passo para desenvolver a confiança e autoestima da criança com TEA é reconhecendo as suas habilidades únicas.

No geral, algumas crianças autistas costumam ter uma memória excelente e boa atenção aos detalhes. Assim, elas conseguem lembrar de dados específicos por muito mais tempo do que crianças neurotípicas, por exemplo.

Enquanto isso, outras crianças com TEA costumam ter habilidades visuais surpreendentes, conseguindo perceber diferenças entre imagens e padrões rapidamente.

Sendo assim, deve-se incentivar as crianças autistas a se sentirem valorizadas e confiantes com as suas habilidades únicas. Essa também é uma maneira de desenvolver as suas competências para áreas específicas, tornando-as mais independentes na vida adulta.

Por exemplo, se uma criança tem grandes habilidades de memorização e boa atenção aos detalhes, é possível incentivá-la por meio de atividades que envolvam o uso da memória e do raciocínio lógico, como um quebra-cabeça, por exemplo.

Além disso, é importante criar um ambiente acolhedor e positivo para que a criança se sinta atendida e confiante para expressar as suas habilidades. Neste caso, o afeto com pessoas e animais podem contribuir para este objetivo.

Estratégias para desenvolver a confiança e autoestima da criança com TEA

Veja a seguir algumas estratégias que podem ser utilizadas no processo de desenvolver a confiança e autoestima da criança com TEA:

Valorize a tentativa e o esforço

É crucial valorizar cada tentativa e esforço da criança, mesmo que o resultado esperado não seja alcançado. Isso é importante para manter a sua motivação e dedicação no processo, além de fortalecer a autoestima e confiança em suas próprias habilidades.

Incentive a tomada de decisão

Dê a oportunidade da criança tomar decisões sobre assuntos rotineiros, como qual brinquedo deseja brincar e qual roupa deseja vestir. Isso vai ajudar a promover a sua autonomia e independência.

Estimule o trabalho em equipe

O trabalho em equipe é de extrema importância para incentivar o convívio social da criança com TEA. Neste caso, é válido incluí-la nas tarefas em família ou com amigos, a partir de jogos colaborativos.

Promova a resolução de problemas

Ao ter um problema, os pais podem ajudar a criança a pensar em soluções. Com isso, é possível estimular a sua criatividade e habilidade de raciocínio.

Dê espaço para a criança se expressar

Por fim, ofereça um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para a criança se expressar e falar sobre os seus sentimentos, pensamentos e ideais, sem se sentir julgada.

Referências

GOES E OLIVEIRA, Carla de Fátima. A INCLUSÃO E INCENTIVO DA AUTONOMIA E AUTOESTIMA EM ESTUDANTES COM TEA. Revista Primeira Evolução, São Paulo, Brasil, v. 1, n. 31, p. 13–18, 2022.

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Estimulação Global TEA

TEA e os transtornos de aprendizagem: Como lidar?

O TEA e os transtornos de aprendizagem são duas condições que costumam estar juntas em pessoas autistas, onde elas apresentam um padrão restrito de comportamentos e interesses.

Na maioria dos casos, os pacientes com autismo demonstram dificuldade de interação social e comunicação. O que torna o processo de aprendizagem mais complexo, especialmente nas escolas.

De acordo com o DSM-5, cerca de 70% dos autistas possuem uma comorbidade além do TEA, e 40% possuem duas ou mais.

Entre as maiores dificuldades de aprendizagem no TEA, destaca-se a interpretação de textos. Mesmo sem nenhuma comorbidade, muitos autistas apresentam dificuldade para compreender textos.

Como lidar com o TEA e os transtornos de aprendizagem?

É preciso um trabalho em conjunto entre os pais e a escola para ajudar no processo de aprendizagem de crianças autistas.

Neste caso, a escola deve desenvolver um programa pedagógico que faça adaptações especializadas para atender às características individuais e necessidades específicas da criança.

Além disso, a lei exige que haja um profissional dentro da escola para apoiar o aluno com TEA em todas as modalidades e níveis de ensino.

Como os pais podem ajudar?

É importante destacar que apoiar o autista no processo de aprendizagem não é um dever apenas das escolas. Uma vez que os pais também têm um papel relevante neste caminho, devendo participar das atividades, apoiar e estimular as crianças.

Além disso, é válido incluir tarefas em casa, como contar histórias, contagem de objetos, quebra-cabeças, massinha de modelar e dominó, para desenvolver as habilidades da criança, fortalecendo ainda mais o seu processo de aprendizagem.

Equipe transdisciplinar e o seu papel no TEA

A equipe transdisciplinar desempenha um papel de extrema importância para auxiliar no processo de aprendizagem de crianças com TEA.

Isso porque, a partir de terapias rotineiras, é possível oferecer um maior suporte ao autista, permitindo que ele rompa as barreiras do aprendizado com mais facilidade.

Vale ressaltar que cada criança autista é capaz de aprender, cada uma da sua maneira e com as suas habilidades. Mas, para isso, é preciso oferecer um suporte acolhedor, empático e individualizado.

Assim, é possível desenvolver a autonomia e independência no TEA, além de melhorar a inclusão e o convívio social.

Estratégias para lidar com o TEA e os transtornos de aprendizagem na escola

Trabalhar com crianças autistas na sala de aula pode ser um desafio, mas, com o apoio necessário, é possível ter resultados muito satisfatórios.

Para isso, algumas estratégias que as escolas podem utilizar para lidar com o TEA e os transtornos de aprendizagem são:

Determinar uma rotina

Crianças autistas costumam ficar ansiosas em lugares confusos, por isso, é válido determinar uma rotina estável e previsível. Neste caso, a escola pode criar um cronograma visual que facilite o entendimento dos próximos passos.

Integrar os interesses da criança

Utilizar os interesses da criança para abrir portas para o aprendizado é uma ótima opção. Por exemplo, se ela gosta de cachorros, pode-se utilizar imagens e palavras relacionadas a eles em tarefas de ortografias e desafios matemáticos.

Recompensar cada esforço

As recompensas podem ser simples, como elogios, adesivos, brinquedos, entre outros. Com isso, é possível manter a motivação da criança para o aprendizado.

Referências

GROSSI, M. G. R.; GROSSI, V. G. R.; GROSSI, B. H. R. O processo de ensino e aprendizagem dos alunos com TEA nas escolas regulares: uma revisão de teses e dissertações. Cadernos de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento, São Paulo, v. 20, n. 1, p. 12-40, jan./jun. 2020.

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Estimulação Global TEA

Como aumentar a autonomia e independência da criança com TEA?

Saber como aumentar a autonomia e independência da criança com TEA é um dos maiores desafios para pais que têm filhos autistas.

Em contrapartida, estimular a autonomia no autismo é fundamental para que as crianças desenvolvam habilidades de realizar tarefas diárias, e, assim, se tornarem independentes na vida adulta.

Sabemos que essa não é uma tarefa fácil, mas existem algumas estratégias que visam promover o aumento da autonomia da criança com TEA. Continue lendo até o final para conhecê-las!

Como promover o aumento da autonomia e independência da criança com TEA?

Antes de mais nada, é importante ressaltar que há níveis de TEA, onde alguns são mais leves e outros mais severos.

Quanto mais severo for o nível de autismo na criança, maior deve ser a persistência, dedicação e paciência dos familiares. Sendo também crucial que haja a intervenção integrada e intensiva em todos os processos.

Dessa forma, é possível reduzir os déficits comportamentais e estimular a autonomia e independência da criança com TEA de forma adequada.

No mais, vale ressaltar que as crianças autistas devem ser incentivadas desde cedo, dentro das suas possibilidades, assim como todas as outras crianças.

Com isso, é válido incluí-la em atividades que utilizam ferramentas para fortalecer a sua comunicação, convívio social, bem-estar, autocuidado e noções de segurança, por exemplo.

Estratégias para aumentar a autonomia e independência da criança com TEA

Confira a seguir as melhores estratégias para aumentar a autonomia e independência da criança com TEA:

Incentive a participação em atividades domésticas

Uma das principais formas de aumentar a autonomia, independência e responsabilidade no autismo é estimulando as crianças a participarem de atividades domésticas desde cedo.

Por isso, inclua a criança em tarefas, como: arrumar a cama, guardar as roupas limpas, varrer o chão, recolher o lixo, organizar coisas fora do lugar e limpar móveis.

Caso a criança tenha dificuldade em completar uma atividade inteira, você pode dividir a tarefa em etapas menores, sempre oferecendo as instruções necessárias.

Estimule o autocuidado

Desenvolver as habilidades de autocuidado, como escovar os dentes, tomar banho, pentear os cabelos, cortar as unhas e usar desodorante, é de extrema importância para aumentar a autonomia e independência do autista.

Por isso, inclua essas tarefas na programação diária para que a criança comece a entender que elas fazem parte de sua rotina.

Fortaleça a comunicação

Se a criança com TEA tiver dificuldades com a fala, o ideal é fortalecer a comunicação a partir de ferramentas que permitam que ela expresse os seus sentimentos, preferências e desejos.

Ensine a criança a pedir pausas

Ensinar a criança autista a pedir pausas é crucial para que ela saiba reconhecer quando se sente sobrecarregada. Isso permite que ela tenha um maior controle sobre si e sobre o ambiente externo.

Busque intervenção integrada e intensiva

Por fim, a participação de uma equipe transdisciplinar é de extrema importância para aumentar a autonomia e independência da criança com TEA, reduzindo os déficits comportamentais.

Em conjunto com a família, a equipe promove os estímulos adequados à criança, permitindo que ela desenvolva melhor as suas habilidades para a vida adulta.

Referências

SILVA, F. E. et al. Análise sobre a construção da autonomia do indivíduo portador de TEA através da série Atypical. Revista de Pesquisa e Prática em Psicologia, v. 1 n. 3, p. 718-739, 2021.

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TEA

Como prevenir crises agressivas no TEA? Veja como lidar!

As crises agressivas no TEA, também chamadas de comportamentos desafiadores ou crises comportamentais, significam os episódios em que uma pessoa com autismo manifesta ações agressivas, como: atacar objetos, agredir e ferir a si próprio ou outras pessoas.

Desse modo, esses casos podem existir por conta de diversas razões e podem variar se tratando da intensidade e duração.

Vale salientar que, nem todos aqueles que possuem autismo, experimentam agressividades. Além disso, cada indivíduo é um ser único tanto em suas características quanto nos seus comportamentos.

Sendo assim, é necessário saber um pouco mais referente a essas crises agressivas no TEA (Transtorno do Espectro Autista), e também quais métodos podem ajudar nesses momentos. Confira!

De onde vem as crises agressivas no TEA?

Pode-se dizer que, existem algumas razões no autismo que estão necessariamente ligadas à agressividade, como, por exemplo: dificuldade na verbalização das ideias, rigidez, inflexibilidade, dificuldade de adaptação a alterações, sons, cores, cheiros e dentre outros.

Diante disso, a agressividade pode iniciar quando o autista sente tantas coisas e tudo que a mesma consegue transmitir em palavras ou gestos lhe parece insuficiente.

Portanto, também são os fatores da sensibilidade, geralmente causada pelas mudanças no ambiente que, para um ser neurotípico, podem passar despercebidos.

Um estudo conduzido nos Estados Unidos demonstrou que aproximadamente 1 em cada 4 crianças autistas manifestam comportamento agressivo. 

Além disso, os estudos também revelaram que crianças com um coeficiente de inteligência mais baixo apresentam uma maior predisposição a ter crises nervosas.

Entendendo e assimilando os antecedentes

Conforme o próprio termo sugere, um antecedente refere-se a todos os eventos que ocorrem antes de um comportamento. Para determinar quais são os fatores que precedem um episódio de agressividade, é essencial observar o que acontece antes desse momento.

Assim, muitos episódios de agressividade podem ser desencadeados quando uma pessoa autista se recusa a fazer algo ou tem um desejo negado, por exemplo. 

No entanto, outras razões podem estar envolvidas, como estar em um ambiente extremamente ruidoso ou até mesmo com uma sobrecarga de estímulos visuais.

Portanto, é crucial observar o que pode estar ocorrendo e, da mesma forma que com o comportamento, ao identificar um padrão, será possível determinar um antecedente.

Como lidar com as crises agressivas no TEA?

Enfrentar situações de agressividade em indivíduos com autismo pode ser complexo, no entanto, há técnicas eficazes disponíveis para reduzir tais situações e confortar ao mesmo tempo.

Mantenha a serenidade

É fundamental manter a serenidade e evitar reações negativas ou agressivas diante do comportamento agressivo da pessoa com autismo. Então, responder de forma tranquila pode ser a solução.

Busque um lugar seguro

Agora, coloque em primeiro lugar a segurança do indivíduo com autismo e das demais pessoas presentes no local. Caso seja preciso, retire objetos que possam representar perigo ou afaste-se de situações que possam ser prejudiciais.

Observe os gatilhos

Identifique os estímulos que desencadeiam as crises agressivas. Isso pode incluir a observação de comportamentos recorrentes, variações na rotina ou situações sensoriais desconfortáveis.

Comunique-se de modo claro e direto

Opte por uma comunicação direta e fácil de entender ao interagir com a pessoa autista durante e após a crise. Isto é, evite fornecer instruções complicadas e conceda um período adequado para que a pessoa se acalme e assimile as informações.

Entregue apoio e compreensão

Por fim, demonstre empatia e compreensão em relação às dificuldades enfrentadas pela pessoa autista. Então, esteja presente e ofereça suporte, evitando qualquer forma de julgamento ou crítica.

Ademais, é crucial ter em mente que cada indivíduo com autismo é único, portanto, as abordagens de manejo podem variar de acordo com as necessidades específicas de cada um. 

A colaboração com profissionais especializados é essencial para elaborar um plano de suporte personalizado e eficaz.

Referência

HILL, A. P. Aggressive Behavior Problems in Children with Autism Spectrum Disorders: Prevalence and Correlates in a Large Clinical Sample. National Institutes Of Health, Volume 8, Edição 9, Setembro de 2014, páginas 1121-1133.

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Atrasos TEA

Como funciona o cérebro do autista? Entenda o que acontece!

Saber como funciona o cérebro do autista de forma exata é um dos maiores desafios para a ciência, uma vez que a condição ainda é incansavelmente estudada pelos especialistas.

O que se sabe até o momento é que o cérebro autista funciona de forma diferente do cérebro neurotípico – que não há nenhum transtorno.

Por isso, pessoas com TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) respondem a estímulos e informações de maneira diferente. Continue lendo até o final para entender!

Cérebro e suas funcionalidades

O cérebro é o órgão mais importante de todo o nosso corpo. Sendo, inclusive, o primeiro órgão que se desenvolve no feto, a partir do 18º dia de gestação.

Ele é responsável por controlar todos os sistemas do organismo, atuando também na maneira em que sentimos, aprendemos e nos comunicamos com o meio externo. Assim, o cérebro controla:

  • pensamentos;
  • linguagem;
  • movimentos voluntários;
  • percepção;
  • equilíbrio;
  • postura;
  • julgamentos.

Como funciona o cérebro do autista?

O cérebro do autista tem algumas particularidades diferentes do cérebro neurotípico. Um estudo recente feito através de ressonância magnética demonstrou que no cérebro autista há áreas em que seu processamento é mais forte, e áreas em que é mais fraco.

Além disso, alguns estudos feitos nos últimos anos demonstram que os hemisférios do cérebro autista apresentam um pouco mais simetria, em comparação àqueles sem nenhum transtorno.

Por essa razão, os autistas apresentam características diferentes na hora de coletar e interpretar informações do mundo externo. O que faz com que eles sejam vistos como “estranhos”.

No geral, os autistas têm dificuldade de lidar com situações que não correspondem às suas habilidades. Como é o caso de ocasiões que exigem processamento rápido de informações dinâmicas.

Mas, em caso de situações em que exigem detalhes concretos, estáticos e verdadeiros, o seu processamento costuma ser muito melhor do que de pessoas sem nenhum transtorno.

Por isso que, muitas das vezes, pessoas com TEA costumam ser superiores em ciências físicas, engenharia, ciências da computação, artes e os demais campos que exigem atenção aos detalhes, raciocínio mecânico, fatos e análise de padrões.

Autismo e processamento cognitivo

O mundo atual é muito acelerado e, o tempo inteiro, o nosso cérebro é bombardeado de informações em fluxos rápidos e contínuos. Essas informações devem ser filtradas e integradas imediatamente, em uma fração de segundos.

Com isso, o cérebro precisa: filtrar o que não tem importância, compreender o contexto, integrar informações simultaneamente, avaliar o significado geral e, ainda, avaliar a melhor maneira de responder.

Todos esses processos exigem um processamento rápido, que, no cérebro de pessoas neurotípicas, fluem bem. Mas, o cérebro autista processa as informações pouco a pouco, de forma sequencial e organizando os detalhes.

Isso não significa que o cérebro do autista seja melhor ou pior do que o cérebro neurotípico, apenas diferente.

No TEA, as áreas relacionadas à socialização, comunicação e processamento emocional não se desenvolvem de forma adequada.

Mas, áreas que envolvem matemática, compreensão, produção de matéria escrita, design e arte se desenvolvem além do comum. Por isso, é comum que os autistas apresentem melhor percepção dos detalhes, bom raciocínio lógico e concreto e boa memória para estatísticas e fatos.

Referências

RAPOSO, C. C. S.; FREIRE, C. H. R.; LACERDA, A. M. O CÉREBRO AUTISTA E SUA RELAÇÃO COM OS NEURÔNIOS-ESPELHO. HumanÆ (Questões controversas do mundo contemporâneo), v. 2, n. 9, p. 1-21, 2015.

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Pediatria TEA

Atendimento odontológico em crianças com autismo: quais são as melhores estratégias

O atendimento odontológico para autistas deve adotar estratégias mais específicas que se adequem às características mais recorrentes do espectro, e dos pacientes particularmente, afinal, cada pessoa possui suas próprias peculiaridades e intensidades no Transtorno de Espectro Autista (TEA).

Esse atendimento especializado desempenha um papel crucial na garantia da saúde bucal e bem-estar desses pacientes, afinal o autismo é um transtorno do desenvolvimento que afeta a comunicação, o comportamento e a interação social, tornando a experiência em um consultório odontológico, potencialmente desafiadora. 

Quais são os maiores desafios para o profissional?

É fundamental reconhecer a importância de um atendimento adaptado e sensível a necessidades específicas de crianças que frequentemente apresentam sensibilidades sensoriais intensas, o que pode tornar a exposição a estímulos visuais, auditivos e táteis durante uma consulta odontológica altamente desconfortável. 

Essas sensibilidades podem variar amplamente de uma criança para outra, o que torna essencial buscar profissionais especialistas no atendimento de crianças autistas, que estejam preparados para adaptar o ambiente e os procedimentos conforme as necessidades individuais.

A dificuldade de comunicação é outro desafio significativo, muitas crianças com autismo têm dificuldade em expressar suas preocupações, medos ou desconfortos de maneira verbal, apesar disso, algumas crianças autistas, principalmente as não verbais, precisam da utilização de métodos alternativos de comunicação, para garantir a compreensão e o seu conforto.

É essencial preparar a criança com antecedência, explicar o que acontecerá naquele dia e qual a importância do dentista, assim, ela não será pega totalmente de surpresa, afinal, uma das características do TEA, são as rotinas e a dificuldade de sair delas.

Quais estratégias adotar?

Cada profissional possui sua maneira de lidar com algumas questões, porém, ao tratar de crianças com autismo, é necessário ter sensibilidade e aplicar técnicas mais específicas, que considerem as características derivadas do transtorno.

É interessante realizar um atendimento gradual, que promova a confiança entre o profissional e a criança, deixando-a mais confortável. Na primeira consulta, o dentista pode fazer um processo experimental com o paciente, observando suas reações ao ambiente do consultório, se há algo lhe irritando ou incomodando.

Deve ser feita uma anamnese completa, assim, suas condições médicas, o histórico de uso de medicamentos, os gostos do paciente e seu tipo de comunicação, serão conhecidos, facilitando a personalização dos próximos encontros.

Entre as principais técnicas de atendimento está a do dizer-mostrar-fazer, onde o profissional explica para o paciente, exatamente como será o procedimento, realizando demonstrações, e posteriormente, realizando, além de mostrar cuidadosamente os instrumentos que podem causar medo, deixando a criança familiarizada com eles.

No momento em que o paciente apresentar bons comportamentos, o profissional deve reconhecer e recompensá-la com reações positivas, prêmios ou comemorações, assim, motivando a criança a colaborar com o atendimento. 

Além disso, quando alguma ação que provoca medo for realizada, deve haver alguma distração que tire o foco da criança daquele sentimento e procedimento, para evitar que o restante do atendimento seja comprometido.

O atendimento odontológico em crianças com autismo é de extrema importância, uma vez que problemas bucais não tratados podem levar a dores, infecções e complicações mais sérias, além disso, uma boa saúde bucal é essencial para a qualidade de vida da criança. Conheça o trabalho de profissionais capacitados no nosso site.

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Atrasos TEA

Quais são as principais alterações motoras no autismo? Confira!

O autismo é caracterizado por uma variedade de dificuldades comportamentais e de desenvolvimento em diversos níveis e distintamente, que podem abranger desafios de comunicação e interação social, mas também há alterações Motoras no Autismo.

Antes de conhecer suas principais características, é importante compreender que Transtorno do Espectro Autista (TEA)  é um transtorno de comportamento e cognição que afeta os domínios fundamentais da linguagem e desenvolvimento social com comportamentos repetitivos e restritivos.

Além disso, comumente afeta a motricidade, que inclui o controle motor fino e a coordenação, além de características peculiares como a marcha em ponta dos pés.

Quais são as principais alterações motoras no autismo?

Por ser um espectro, as características e alterações motoras no autismo podem variar significativamente de pessoa para pessoa, não necessariamente a mesma pessoa apresentará todas elas e na mesma intensidade, no entanto, é possível pontuar algumas das mais recorrentes.

Muitas pessoas com TEA enfrentam desafios na coordenação motora, inclusive na coordenação motora fina, o que pode afetar suas habilidades para realizar atividades cotidianas, como amarrar os sapatos, pegar objetos, praticar esportes, escrever, desenhar, recortar e amarrar cadarços, podem ser desafiadoras.

Outra característica observada são os movimentos motores repetitivos, conhecidos como estereotipias, comuns no autismo, o que pode incluir bater palmas, balançar as mãos, girar objetos ou balançar o corpo, esses movimentos podem ser utilizados como mecanismos de autorregulação sensorial.

As habilidades motoras sociais, como contato visual, gestos e postura corporal, também podem ser afetadas, abrangendo a dificuldade em entender e responder adequadamente às expressões e comunicação não verbal dos outros.

Muitas pessoas com autismo têm problemas na integração sensorial, o que pode afetar sua capacidade de processar e responder adequadamente a estímulos sensoriais do ambiente, como luz, som, textura e temperatura, o que pode impactar no controle motor e comportamental.

Outro grande indicador é a marcha na ponta dos pés, extremamente característico no TEA, basicamente, a pessoa caminha sobre os dedos dos pés ao invés de apoiar o pé totalmente no chão.

Quais as consequências da marcha na ponta dos pés?

Sendo um comportamento característico de muitas crianças com autismo, pesquisas indicam que cerca de 20% a 30% das crianças com TEA apresentam essa característica, que consiste em caminhar sobre os dedos dos pés, em vez de apoiar completamente o pé no chão.

Essa prática pode gerar algumas consequências, que, muitas vezes, está associada a dificuldades no equilíbrio e na coordenação motora, afinal, dessa forma a locomoção se torna menos estável, aumentando o risco de quedas.

Além disso, a marcha na ponta dos pés pode indicar atrasos no desenvolvimento motor em crianças com TEA, que podem afetar a capacidade da criança de realizar atividades físicas comuns, como pular, correr e brincar adequadamente para sua idade, podendo impactar em suas experiências e interações sociais.

Outro ponto negativo para a saúde é que, ao caminhar dessa maneira, é exercida uma pressão adicional nos músculos e articulações, o que, a longo prazo, pode levar a problemas musculares e articulares. 

O que também aumenta o risco de lesões, afinal, os calcanhares não amortecem o impacto do corpo da mesma forma quando o pé é completamente apoiado no chão. 

É possível realizar intervenções terapêuticas, como fisioterapia e terapia ocupacional, necessárias para auxiliar a criança a desenvolver uma marcha mais funcional e melhorar suas habilidades motoras. Conheça os nossos serviços no nosso site.

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Diagnóstico Precoce TEA Terapia Infantil

Diagnóstico precoce de TEA e a importância de uma equipe terapêutica transdisciplinar

Ultimamente o diagnóstico Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), em crianças, é eficaz e rápido, decorrente dos últimos avanços da medicina, além de ter se construído um avanço social em que o TEA não é algo impossível de lidar, como era visto antigamente.

Atualmente tem alguns níveis que chegam até a ser confundidos com uma mera timidez, decorrente de uma simples introspecção.

Sinais de alerta

É papel dos pais e demais familiares se manterem atentos às suas crianças, e que possam observar certos sinais. No caso do TEA, o diagnóstico pode ser identificado por pequenos traços. 

Alguns aparecem já nos primeiros meses de vida, como a falta de sorrisos ao interagir com familiares ou de ter demasiadas expressões. 

Um sinal bastante aparente também é quando o bebê não olha diretamente os olhos dos pais, ou até mesmo não chora por falta de colo, aceitando permanecer sozinho no berço, por exemplo. Além de utilizar brinquedos de uma forma pouco convencional.

Já quando criança, eles costumam ter dificuldade para dormir, atraso de fala e preferem até apontar o que desejam do que falar, e baixo interesse em socializar com crianças da mesma faixa etária.

Como se pode ver são pequenas situações que fazem a diferença e que podem facilmente passar despercebidas. É preciso estar atento e dedicado ao desenvolvimento da sua criança, para que seja possível iniciar o tratamento o quanto antes.

O que é um tratamento transdisciplinar?

O tratamento que ocorre de forma transdisciplinar engloba áreas variadas da saúde, onde os profissionais que compõem a equipe terapêutica trabalham dialogando e com o mesmo fim em comum. Nesse caso, na hora de atender a criança, é mais que várias terapias, se trata de uma integração entre tratamentos.

Cada área considerada outra, no melhor dos sentidos, todos trabalham em conjunto para o melhor da criança, seja musicoterapia, fisioterapia, fonoaudiologia, psicopedagogia e até terapia ocupacional. É uma verdadeira reabilitação infantil.

As crianças que recebem o diagnóstico de transtorno do espectro autista, costumam ter como principal agravante um atraso global no seu desenvolvimento, que seriam certas dificuldades múltiplas, podendo ser de interação social, motora, de linguagem e até cognitiva.

Nesse sentido, o tratamento transdisciplinar é essencial, porque engloba vários setores que, em conjunto, possibilitam uma integração do tratamento, atendendo cada particularidade do transtorno, tornando a contribuição de todas as partes mais eficiente.

É importante ter em mente durante o tratamento que cada criança possui a sua particularidade, e que cada limite é diferente. Portanto, evite que haja uma cobrança excessiva no que diz respeito ao andamento dos tratamentos, para não tornar esse momento agressivo para o desenvolvimento do seu pequeno.

Esse modelo de tratamento é comprovado cientificamente, apesar de novo, é bastante eficiente, e pode mudar a vida do seu filho.

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Referências:

https://maisexpressao.com.br/noticia/entenda-a-importancia-do-tratamento-transdisciplinar-para-criancas-com-autismo-66911.html
https://embuguacu.sp.gov.br/a-importancia-do-diagnostico-precoce-do-transtorno-do-espectro-do-autismo-tea