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TEA

Como as famílias podem lidar com a notícia de que um membro tem autismo?

Certamente todo pai e mãe de um filho diagnosticado com autismo pode atestar quão impactante foi o sentimento ao receber a notícia.

Diante disso, esse processo costuma ser bem marcante por unir emoções com medos e inseguranças. Vale lembrar que esses sentimentos são normais quando o assunto envolve algo desconhecido ou não esperado.

Sendo assim, quando uma criança nasce, o que os familiares desejam é criar o mesmo em um local seguro, para que tenha liberdade de desbravar o próprio universo e crescer em sua melhor versão.

No entanto, quando a criança é diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ela precisa de mãos que o ajude, principalmente no início de sua vida.

Confira a seguir, uma lista com algumas dicas essenciais que separamos com muito amor e carinho ao pensar nos familiares que buscam amparo e conforto após receberem a notícia de que um membro tem autismo.

Primeiramente, é preciso aceitar!

Ao nascer uma criança, todos os olhares, planos e expectativas para o crescimento são colocados na mesa, esculpindo-se à medida que experiências são vivenciadas. Então, quando o núcleo familiar é confrontado com a notícia de que um membro tem autismo, é necessário reorganização das expectativas e criar novas realidades.

Com isso, é fundamental aceitar o diagnóstico para começar a compreendê-lo. Uma das questões relevantes é fugir dos mitos do transtorno que o rodeiam, principalmente a internet.

Não esconder a criança do mundo

De modo geral, é extremamente importante proporcionar a integração da criança e sua família à sociedade. É bastante comum que parentes ou amigos tenham algum tipo de resistência, mas o ponto crucial para esse momento é a perseverança, principalmente na adaptação escolar.

Procurar ajuda de profissionais especializados

Quando receber a notícia de que seu familiar tem autismo, é crucial iniciar os acompanhamentos terapêuticos o mais cedo possível. Visto que, essas intervenções acontecem com uma equipe multidisciplinar constituída na maioria das vezes por profissionais de: fonoaudiologia, psicologia, pedagogia, neuropediatra e muito mais.

Sendo assim, selecione e conheça os profissionais que farão parte deste processo. Além do mais, esclareça suas dúvidas e repasse para os familiares mais próximos.

Vale lembrar que cada criança e família são únicas, por conta disso, as atividades para evolução dos mesmos devem ser escolhidas e focadas especialmente para vocês.

Incentivar a criança é importante!

Ensinar e auxiliar nas tarefas do dia a dia e nos cuidados pessoais trará um desenvolvimento saudável e autônomo da criança. Assim como qualquer um, o que espera-se é que a mesma aprenda a se alimentar, se vestir, organizar a casa, etc.

Posto isso, uma dica interessante para o cotidiano é incluir a criança nas atividades da casa, assim ela consegue se sentir incluída na rotina.

Vale lembrar, a paciência nesse processo de aprendizagem e descoberta é o ponto-chave. Afinal, cada pessoa tem a sua própria forma de se desenvolver, independentemente de ter autismo ou não.

Vocês não estão sozinhos

É natural das pessoas buscarem se proteger quando recebem uma notícia que causa medo, principalmente quando a situação é carregada de incertezas. Logo, é aceitável sentir-se sem chão logo após o diagnóstico do autismo.

Então, muitas vezes pode ser desanimador procurar reiniciar e criar novos planos, baseando principalmente nos desafios que essa criança irá encontrar.

Assim sendo, não se cobre e sim busque sempre uma rede saudável de apoio. Existem muitos meios de ajuda para crianças com TEA. Como é o caso da Espaço Arima, onde o seu familiar pode receber uma avaliação diagnóstica e ter o melhor acompanhamento!

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Diagnóstico Precoce TEA

Como promover uma melhor integração entre as crianças autistas e as demais crianças no convívio social?

De modo geral, saber preparar a criança autista para conviver na sociedade é de extrema importância no processo de inclusão.

Basicamente, independente de qual seja o nível, aqueles que possuem o Transtorno do Espectro Autista (TEA), precisam ser tratados com carinho, atenção e principalmente respeito.

Sendo assim, o primeiro passo deste processo é entender as características que seguem o TEA, fazendo com que o funcionamento do cérebro dessas crianças ocorra de forma diferente das demais.

Então, veja como preparar a criança autista para conviver entre as outras com esse mesmo aspecto ou não no convívio social. Confira!

Qual a importância de preparar a criança autista para conviver em sociedade?

O Transtorno do Espectro Autista na sociedade, é uma das questões encontradas em boa parte das pesquisas dos especialistas em saúde mental. 

Segundo um dos centros mais relevantes nos Estados Unidos, existem novos casos de autismo e precisamos adaptar à realidade deles na sociedade. Apenas no Brasil, supõe-se que existam mais de 2 milhões de autistas no País.

Acima de tudo, os dados expõem a necessidade de inserir essas pessoas na sociedade. Como é o caso de: a cada 160 crianças no mundo, 1 é autista. Além disso, aqui no Brasil, a desinformação e ausência de um tratamento eficiente, contribuem para que piorem os impactos desse transtorno.

Levando isso em consideração, preparar a criança autista para conviver com os outros similares é essencial. No entanto, devemos entender suas limitações, principalmente nos níveis mais graves do transtorno.

Em outras palavras, no nível mais avançado, o autismo pode limitar muito a criança, isto é, ele possui menos autonomia nas suas ações, dificuldade em aprendizagem, capacidade e realização de atividades do dia a dia.

Contudo, quando não se encontra os devidos cuidados, os sintomas afetam muito mais as realizações pessoais, profissionais, educacionais e consequentemente sociais. Então, preparar a criança autista, estimula ela a ter uma vida mais saudável e equilibrada.

Como a família pode ajudar?

De modo geral, todos os membros da família podem e devem ajudar quando o assunto se trata de convívio social da criança autista. Todavia, a mãe é a primeira pessoa a participar da educação desse filho, mas todos ao redor devem se conscientizar.

Existem elementos, que precisam de uma atenção ainda maior, como, por exemplo:

  • comportamento;
  • cuidados;
  • segurança;
  • aprendizagem; e 
  • bem-estar.

Além disso, pode-se procurar apoio também na escola, com os respectivos professores e juntos promover a interação da criança com o mundo escolar. Isso tudo proporcionará que a criança autista se sinta encorajada a um convívio social.

Sendo assim, o autista que é posicionado no meio social, diminui as chances de surgir emoções negativas, principalmente quando envolve um ambiente desconhecido.

Conclusão

Em suma, quanto antes a criança autista for encaminhada ao consultório médico, mais o tratamento pode gerar um efeito positivo. Isso porque, o período em que a criança começa a mostrar, com mais clareza, a presença do autismo é nos seus primeiros anos de vida.

O diagnóstico é obtido, através da observação clínica, comportamental e relatos dos pais e aqueles que convivem diariamente com a criança.

No Espaço Arima a sua criança pode receber uma avaliação diagnóstica e ter o melhor acompanhamento! Venha nos conhecer.

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Pediatria TEA Terapia Infantil

Quais são as comorbidades que uma criança com autismo pode desenvolver?

Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), além das dificuldades mais comuns enfrentadas pela sua condição, também podem desenvolver distúrbios médicos, como é o caso das principais comorbidades em crianças com autismo.

Consideradas mais comuns em crianças com TEA do que na população em geral, considerada neurotípica, este assunto se torna fundamental para pais e pessoas envolvidas na criação e desenvolvimento de crianças com autismo.

O que são comorbidades?

Na linguagem médica, as comorbidades são aqueles distúrbios, transtornos ou doenças que coincidem de algum modo com a causa primária – também chamado de distúrbio primário.

Neste sentido, toda comorbidade é considerada uma condição separada do distúrbio primário, por apresentar suas próprias características e sintomas.

Riscos de crianças com autismo desenvolver comorbidades

Quando se fala em crianças com TEA, o risco de desenvolvimento das comorbidades é mais comum, quando comparados com pessoas da população em geral.

Deste modo, além dos sintomas característicos do autismo, como dificuldades na linguagem e impacto nas relações sociais, pessoas com autismo também apresentam outros sintomas de comorbidades.

Quando se fala em problemas gastrointestinais, por exemplo, pessoas com autismo tem até 7 vezes mais chance de desenvolver estes problemas, e 1,8 vezes mais chances de apresentar alergias.

Comorbidades mais frequentes em crianças com autismo

Agora que você já sabe o que são comorbidades e como elas impactam em crianças com autismo, é hora de conhecer quais são as mais frequentes.

Isto é importante porque, uma vez que os sintomas das comorbidades são tratados, as crianças com autismo podem se desenvolver melhor, além de reduzirem o risco de morte frequentemente associado a essas condições.

Transtorno de ansiedade

Crianças com TEA costumam apresentar altos níveis de ansiedade, que se manifestam através do comportamento acelerado e agitado, podendo haver episódios de crises relacionadas a ataques de pânico.

Do mesmo modo, transtornos de humor, como a depressão, também são observados em crianças com TEA, sobretudo pela dificuldade na interação social.

Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH)

Aqui no Blog do Arima nós já falamos sobre TDAH, quais são os sintomas, como diagnosticar e a importância do exercício físico para crianças com TDAH. Você pode ler neste link.

Porém, é importante ter em mente que estas duas condições podem estar juntas e representam desafios a mais para sua criança.

Epilepsia

Crianças com TEA também podem apresentar epilepsia como uma comorbidade e convulsões são frequentes nesta população.

Distúrbios de sono

Os distúrbios de sono impactam negativamente a vida de crianças com TEA, porque interferem em seu ciclo de descanso e repouso e na manutenção regular das funções cerebrais.

Assim, podem haver episódios de sonambulismo, dificuldade para adormecer, com pensamentos excessivos e agitados, insônias e hábitos de acordar durante a noite.

Transtornos gastrointestinais

Os problemas relacionados ao sistema digestivo afetam crianças com autismo de diferentes formas, como o aparecimento de diarreia crônica, úlceras, gastrite, vômitos, inflamação do intestino e intolerâncias alimentares.

Alergias

Como mencionado acima, as crianças com autismo apresentam 1,8 vezes mais chances de apresentarem alergias, como a asma, rinite, além das alergias a alimentos.

Distúrbios genéticos

Considerados potencialmente mais graves, os distúrbios genéticos são diversos em crianças com autismo, o que abrange a Síndrome de Down, Síndrome de Williams, Síndrome de Martin-Bell ou Síndrome do X Frágil e Neurofibromatose tipo I.

Condições neurológicas

Assim como as condições alérgicas, crianças com autismo também apresentam risco aumentado de apresentar condições neurológicas, como a epilepsia, paralisias cerebrais, enxaquecas e hidrocefalia.

Síndrome de Rett, Dislalia e Síndrome de Angelman também estão relacionadas ao TEA.

Para um diagnóstico e tratamento adequado do Transtorno do Espectro do Autismo, uma equipe interdisciplinar e humanizada é essencial.

Acesse nossa página de Avaliação para Diagnóstico e Tratamento e fale com nossa equipe para avaliar e estabelecer um plano terapêutico individualizado para atender as necessidades da criança.

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TEA

O que as famílias precisam saber sobre a comunicação de crianças com TEA

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) pode provocar diversos impactos e desafios sociais, com destaque para a linguagem. Nesse sentido, os familiares precisam conhecer mais sobre a comunicação de crianças com autismo e como lidar com pessoas afetadas pelo TEA.

Diferentes tipos de comunicação

A língua e a comunicação estão interligadas, porque através dela as pessoas podem interagir e criar suas próprias dinâmicas sociais, de identidade, cultura, entre outros.

Hoje, sabe-se que a comunicação pode ser dividida em dois grandes grupos e cada uma delas é responsável pela compreensão de determinado contexto ou situação por parte das pessoas.

Comunicação verbal e não-verbal

A comunicação verbal é aquela que se refere à fala. Então, leva-se em consideração o que é dito.

A comunicação não-verbal, por outro lado, são os gestos, imagem, expressões faciais, olhar, postura, entre outros. Esta comunicação está no nível da subjetividade e pode ser interpretada de diferentes maneiras.

Para crianças com TEA, tanto a comunicação verbal quanto a não-verbal podem ser impactadas, o que oferece uma série de obstáculos para o seu adequado desenvolvimento em sociedade.

Principais dificuldades

Hoje, sabe-se que o TEA pode afetar as pessoas em diferentes níveis. Nesse sentido, cada criança com autismo deve ser vista em sua singularidade.

No entanto, há um conjunto de principais dificuldades que os pais e familiares devem observar durante a interação com elas. 

Isto porque, não significa dizer que elas não entendem o que é dito, apenas mantém uma relação diferente com a comunicação e linguagem distinta das pessoas consideradas neurotípicas.

Nesse sentido, é correto dizer que, enquanto para muitas pessoas a linguagem é o meio principal de comunicação, em crianças com TEA essa relação pode ser intermediada pelo mundo e objetos, em lugar das palavras.

Níveis desiguais de aprendizado da linguagem

A comunicação é complexa e costuma ser composta de falas, gestos e outras habilidades.

Neste sentido, os níveis de desigualdade no aprendizado de crianças com TEA podem ser observados em crianças que sabem o vocabulário de determinado assunto específico, mas possuem dificuldades em outros.

Linguagem repetitiva

Os pais também devem ficar atentos à linguagem repetitiva das crianças com autismo, que também trazem assuntos de diferentes contextos para conversas com outros assuntos tratados.

Um grande exemplo é quando a criança pode repetir o seu nome para pessoas que já conhece ou quando fala sobre cores em conversas relacionadas a números.

Ausência de resposta a comandos

Também observada como uma dificuldade da linguagem e interação, crianças com autismo podem não responder aos estímulos auditivos, como quando chamadas a fazer determinada atividade.

Dificuldades para usar gestos

Crianças com TEA frequentemente não conseguem expressar seus sentimentos e emoções por meio da linguagem não-verbal, pela dificuldade de usar gestos ou manter contato visual.

Neste sentido, podem apresentar comportamento explosivo, quando desejam expressar suas emoções ou podem ser vistas como desinteressadas, porque não olham os outros diretamente.

Por que é importante falar sobre a comunicação de crianças com autismo?

A chegada de uma criança com autismo na família pode provocar diversos sentimentos, inclusive quando estão relacionados a dificuldade de adaptação dos familiares.

Deste modo, os familiares precisam conhecer quais são as principais dificuldades e terem consciência de que todo este processo é normal. A criança não está te ignorando ou sendo grossa.

É apenas a maneira dela de se relacionar com o mundo.

Para um diagnóstico e tratamento adequado do Transtorno do Espectro do Autismo, uma equipe interdisciplinar e humanizada é essencial.

Acesse nossa página de Avaliação para Diagnóstico e Tratamento e fale com nossa equipe para avaliar e estabelecer um plano terapêutico individualizado para atender as necessidades da criança.

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TEA

Educação especial: Como escolher a melhor escola para uma criança com autismo?

A escolha da escola para uma criança com autismo é essencial para garantir que essa criança esteja em um ambiente de aprendizado e desenvolvimento adequado às suas necessidades.

Esse momento de decisão pode ser bastante desafiador para os responsáveis e familiares da criança.

Isso porque a escolha da escola ideal envolve diversos aspectos para encontrar a melhor opção, desde uma equipe especializada até mesmo uma gestão que aproxima os pais da educação dos filhos.

Sabendo de uma realidade como essa, nós do Espaço Arima trouxemos hoje para você alguns dos principais pontos a serem considerados ao escolher a melhor escola para uma criança com autismo.

Vem com a gente!

O que é educação especial para crianças com autismo?

Quando falamos em Educação Especial, o que vem na sua cabeça?

Hoje, o conceito de Educação Especial vem sendo cada vez mais divulgado, especialmente por ser uma modalidade de ensino voltada para o atendimento de pessoas com necessidades educacionais especiais.

Ou seja, crianças que possuem dificuldades de aprendizagem, deficiências intelectuais, físicas, sensoriais ou transtornos do espectro autista.

Na realidade da criança com autismo, a educação especial tem como objetivo proporcionar um ambiente educacional inclusivo e adaptado às suas necessidades específicas. 

Isso envolve a utilização de abordagens pedagógicas diferenciadas, estratégias de ensino individualizadas e suporte especializado.

Não somente, a Educação Especial para crianças com autismo busca promover a inclusão social, auxiliando no desenvolvimento das habilidades de comunicação, interação social e autonomia.

Existem escolas regulares com a presença de profissionais especializados em educação inclusiva e há escolas que são dedicadas a receber essas crianças.

Nessa segunda opção o ambiente costuma ser mais adaptado, possuindo uma equipe com expertise no atendimento a crianças.

Como escolher a melhor escola para uma criança com autismo?

Ao escolher uma escola para uma criança com autismo, é importante considerar alguns aspectos chave que vão garantir a melhor adaptação da sua criança.

Entre eles, é importante destacar:

  1. Encontre um ambiente inclusivo

Busque por escolas que possuam uma cultura inclusiva, onde todas as crianças sejam valorizadas e respeitadas. 

Mesmo que ela não seja especializada em educação especial, é importante que a escola tenha políticas de inclusão e que os funcionários estejam capacitados para lidar com as necessidades das crianças com autismo.

  1. Observe se existe o apoio de uma equipe especializada

Verifique se a escola possui uma equipe de profissionais capacitados em educação especial e em lidar com crianças com autismo. 

A equipe deve ser multidisciplinar, com professores especializados, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, entre outros especialistas.

Dessa forma, é possível fornecer suporte adequado às necessidades educacionais e terapêuticas da criança.

  1. Opte por escolas com plano de ensino individualizado

Ao buscar uma escola para a sua criança com autismo verifique se existe um programa educacional individualizado, adaptado às necessidades específicas dela.

Isso pode incluir planos de ensino personalizados, estratégias de ensino diferenciadas e apoio individualizado para o desenvolvimento das habilidades da criança.

  1. Escolha uma escola que priorize a interação social e inclusão

Dê prioridade para escolas que visam oferecer uma maior interação social entre as crianças com autismo e seus colegas, incentivando a inclusão e a participação em atividades sociais. 

Dessa forma, é possível que a sua criança tenha a oportunidade de se integrar com os demais colegas em um ambiente acolhedor e respeitoso.

  1. Busque a recomendação de outros pais

Também é importante buscar a recomendação de outros pais para conhecer sobre a reputação da escola.

Nesse momento, é super necessário buscar referências de pessoas que já utilizam os serviços da escola para ter certeza que o seu pequeno será bem acolhido.

E aí, você gostou dessas dicas? Se você estiver em busca de terapia especializada em um ambiente inclusivo para ajudar no crescimento das potencialidades da sua criança com autismo, venha conhecer o Espaço Arima

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Atrasos TEA

5 Dicas para criar uma comunicação mais efetiva com uma criança com TEA nível 3 de suporte (severo) 

A comunicação pode ser algo bastante desafiador para pessoas com TEA severo, mas apesar disso, muitas dessas crianças conseguem se comunicar de alguma forma.

Antes de mais nada, é importante entender que a comunicação não é só verbal, existem outras formas de se conectar às pessoas fazer com que elas entendam as necessidades da criança.

No TEA essas habilidades de comunicação variam amplamente e dependem do grau de severidade do transtorno.

Existem pessoas com TEA severo que podem ter dificuldades em falar, porém fazem o uso de outras formas de comunicação, como meio de apontar para objetos ou letras, ou o uso de dispositivos, por exemplo.

Para te ajudar a ter uma comunicação mais efetiva com crianças que possuem TEA severo, trouxemos aqui algumas dicas bem interessantes.

Vem acompanhar com a gente.

O que é o TEA nível 3 de suporte (severo)?

O TEA severo se trata de uma forma mais intensa do Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Como já está esclarecido e classificado pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), o autismo severo se enquadra no nível 3. 

O TEA é um espectro amplo, por isso, os sintomas e o impacto do transtorno podem variar bastante de uma pessoa para outra.

Quais são as características do TEA nível 3 de suporte (severo)?

Em crianças com TEA severo, as características do autismo são perceptíveis e possui um impacto significativo na vida dessas pessoas.

Normalmente, crianças com TEA severa geralmente apresentam desafios graves na comunicação verbal e não verbal, além de dificuldades na interação social e comportamentos repetitivos e restritos.

Isso acontece tendo em vista que essas crianças podem ter um desenvolvimento atrasado em várias áreas, como linguagem, habilidades motoras e cognitivas. 

5 dicas para ter uma comunicação melhor com crianças com TEA

Crianças com TEA severo necessitam de um suporte e acompanhamento mais intensivos para  desenvolver suas habilidades de comunicação.

Nessa missão, trouxemos aqui 5 dicas que podem auxiliar na comunicação mais efetiva:

  1. Utilize uma linguagem mais simples

A linguagem verbal já é uma dificuldade muito comum em pessoas com TEA severo, então, não tente tornar as coisas mais difíceis, evite usar frases ou instruções complexas para essas crianças.

Dê preferência a falar de forma clara, simples e objetiva, utilizando frases curtas e diretas, sem pressionar essa criança, para que ela possa processar a informação.

  1. Faça  o uso da comunicação visual

Se a comunicação verbal não está sendo eficiente, utilize recursos visuais como imagens, fotos ou até mesmo gestos para auxiliar na comunicação. 

Mostre o que você quer dizer com objetos concretos, que possam estar facilmente relacionados com a mensagem que você deseja passar.

  1. Explore outras formas de comunicação 

Se a criança com TEA severo possuir muita dificuldade em falar, o interessante é explorar outras formas de comunicação.

Dentre elas, a comunicação alternativa aumentativa, a comunicação por meio de apontar para objetos ou letras, por exemplo.

  1. Utilize ferramentas interativas e tecnológicas 

A tecnologia pode te ajudar muito nessa conexão com uma criança com TEA.

Atualmente, existem diversos aplicativos de comunicação que podem ajudar a criança a expressar suas necessidades e desejos.

  1. Seja paciente 

Por fim, e não menos importante, se você deseja ter uma comunicação mais efetiva com uma criança com TEA você precisa ser paciente.

Respeite o tempo da criança, dê tempo para que a informação seja processada e demonstre empatia nesse momento.

Conclusão

Cada criança com TEA possui as suas características únicas, então pode ser que a estratégia que funciona para uma possa não funcionar para outra. 

Por isso, é muito importante possuir orientação de profissionais especializados para obter o melhor suporte possível.

No Espaço Arima a sua criança pode receber uma avaliação diagnóstica e ter o melhor acompanhamento! Venha nos conhecer.

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TEA

Como é o dia a dia com a rotina de cuidados necessários para uma criança com autismo?

Muitos pais e responsáveis ainda não se dão conta, mas existe uma rotina de cuidados necessários para uma criança com autismo.

Nem sempre é fácil e muitos desafios estão postos na mesa tanto para criança quanto para quem cuida da rotina delas.

Como já está esclarecido, o autismo afeta o desenvolvimento da comunicação, interação social e comportamento de uma criança. 

Então, para pais, familiares e cuidadores de crianças com autismo, a jornada cotidiana pode apresentar desafios únicos e exigir uma atenção especializada. 

Desde a criação de uma rotina estruturada até a adaptação do ambiente, cada aspecto da vida diária requer cuidados dedicados para apoiar o bem-estar e o desenvolvimento dessa criança. 

Para te ajudar a entender melhor sobre como deve ser o dia a dia da rotina, trouxemos pra você esse artigo com alguns aspectos que é necessário se ater.

A importância da atenção a crianças com autismo

Não há dúvidas que crianças com autismo geralmente precisam de cuidados especiais no dia a dia. 

Existem diversas questões e desafios significativos que devem ser levados em consideração e é por isso que ao oferecer atenção adequada, podemos ajudar a promover o desenvolvimento dessas habilidades essenciais. 

E o que seria essa atenção?

Isso inclui ajudá-las a entender e interpretar as emoções, estabelecer relacionamentos saudáveis e desenvolver habilidades que permitam se conectar com outras pessoas.

Além disso, as dificuldades do dia a dia podem fazer com que crianças com autismo passem por níveis elevados de estresse, ansiedade e frustração.

Por isso, existe uma grande necessidade de oferecer atenção e suporte adequados, para assim ajudar a reduzir esses desafios emocionais e melhorar seu bem-estar geral. 

Aqui, é muito importante oferecer ambientes seguros e previsíveis, trazendo para a rotina da criança atividades que relaxe e traga alegria.

Quais são os cuidados necessários para uma criança com autismo?

No dia a dia de uma criança com autismo é preciso tomar alguns cuidados. Veja aqui algumas dicas para lidar melhor:

  1. Mantenha uma comunicação clara e simples

Como muitas crianças com autismo possuem dificuldade em se comunicar verbalmente, pode ser necessário usar sistemas alternativos de comunicação.

Então, pode ser interessante que você busque recursos visuais por meio de gestos, imagens e até mesmo recursos tecnológicos.

  1. Ofereça uma rotina consistente

Previsibilidade é o ponto-chave para acalmar crianças com autismo, por isso rotinas bem estruturadas podem ser a melhor opção.

Lembre-se que situações inesperadas ou transições podem ser difíceis para elas!

  1. Não exponha a criança a muitos estímulos sensoriais

Muitas crianças com autismo têm sensibilidades sensoriais incomuns, podendo ter sensibilidade muito aguçada a estímulos sensoriais, como som, luz, texturas e cheiros. 

Por isso, é importante criar um ambiente sensorialmente amigável, reduzindo estímulos excessivos ou desconfortáveis.

  1. Seja paciente e ofereça uma socialização gradual

Respeite o tempo de socialização da sua criança, desenvolver habilidades sociais é um ponto de dificuldade e é por isso que ter paciência é necessário.

O ideal é introduzir gradualmente situações sociais, como brincar com outras crianças, mas também oferecer momentos de pausa e descanso. 

Conclusão

Para promover o conforto e bem-estar da criança com autismo e incluí-lo na sociedade, é necessário que a rotina esteja adequada às suas necessidades.

Nesse contexto, todos os envolvidos no dia a dia da criança devem ser conscientes, oferecer a aceitação e apoio.

Dessa forma, é possível criar um ambiente mais receptivo e acolhedor para essas crianças, permitindo que elas participem plenamente da vida social.

Para te ajudar com isso, no  Espaço Arima você tem acesso à orientação de profissionais especializados para oferecer a sua criança o melhor suporte possível.Clique aqui e venha nos conhecer!

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Arraiá Arima 2023

No Espaço Arima, a festa junina é sempre um momento especial, repleto de alegria e integração entre nossas crianças e suas famílias. E este ano não foi diferente! O Arraiá Arima 2023, que aconteceu no dia 17, foi um verdadeiro sucesso, deixando a todos com saudade e já animados para o próximo.

Nossas crianças, após participarem de suas atividades terapêuticas diárias, puderam desfrutar de uma divertida festa temática com uma decoração inspirada nas tradições juninas. Uma ampla tenda foi cuidadosamente montada pelo Eliabe, da Shamanic Crew, criando um típico cenário de São João, repleto de brilho e encanto. Nesse espaço acolhedor, nossas crianças puderam vivenciar a alegria e a diversão dessa festividade tão especial.

Sob os comandos animados da nossa querida tia Jana, do AFA (Programa de Atividades Físicas Adaptadas), as brincadeiras tomaram conta do espaço. Teve corrida de saco, corrida de ovos, quadrilha junina e até apresentações individuais, onde cada criança pôde mostrar seu talento e se divertir ao máximo.

Com a presença da tia Márcia, nossa pedagoga do programa de habilidades escolares, realizamos atividades temáticas que estimularam a coordenação motora fina. Foi um momento de aprendizado e diversão, em que as crianças puderam explorar sua criatividade e se envolver em cada proposta.

No painel das artes, tivemos a tia Francy, nossa arte terapeuta das habilidades sociais, guiando as crianças em uma atividade de pintura livre nas bandeirolas de São João. Utilizando tintas e lápis de cor de diversas cores, elas expressaram sua imaginação em desenhos temáticos.

O Arraiá Arima 2023 foi uma celebração em que unimos terapia, diversão e aprendizado de forma única. Agradecemos a todos que estiveram presentes e contribuíram para o sucesso desse evento tão especial. Ficamos felizes em proporcionar momentos inesquecíveis às nossas crianças e suas famílias.

Estamos ansiosos para o próximo Arraiá Arima e todas as atividades incríveis que ainda estão por vir. Continue acompanhando nossas redes sociais e nosso blog para ficar por dentro de todas as novidades e próximos eventos do Espaço Arima.

Até o próximo!

Confira aqui mais fotos da Festa Junina!

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Atrasos TEA

Quais são as principais limitações e desafios enfrentados na vida de uma criança com autismo leve (nível 1 de suporte)?

A infância é uma fase cheia de desafios e crianças com autismo leve podem enfrentar muitos obstáculos nesse momento.

Por vezes se sentindo deslocada nos lugares, enfrentando dificuldades de comunicação ou em qualquer outra área do desenvolvimento.

Buscar entender como essas crianças se sentem é um passo muito importante para que pessoas neurotípicas possam ter uma melhora nas suas relações e qualidade de vida.

No post de hoje, trouxemos para você algumas das principais limitações e desafios que uma criança pode estar passando no dia a dia.

Embora as dificuldades possam variar de uma criança para outra, é comum que ela apresente ao menos uma dessas características.

O que é o autismo leve(nível 1 de suporte)?

Antes de mais nada é importante entender que o autismo pode ser classificado pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) de acordo com o seu nível de gravidade, sendo eles nível 1, nível 2 e nível 3. 

O autismo leve é aquele que se encaixa no nível 1 e pode ser menos grave entre os três.

Nesse nível, pessoas com autismo podem apresentar algumas dificuldades de comunicação e envolvimentos sociais, contudo, as suas habilidades cognitivas e verbais são preservadas.

É comum também que essas crianças possuam algumas dificuldades na compreensão de nuances sociais e resistência para lidar com mudanças ou transições.

Como estamos falando aqui de um espectro autista, é importante se lembrar que existe uma grande variação nas características e na gravidade dos sintomas entre as pessoas com autismo. 

Por isso, cada indivíduo é único e pode apresentar uma combinação diferente de desafios e habilidades. 

Limitações e desafios enfrentados por uma criança com autismo leve (nível 1 de suporte).

Crianças com autismo leve podem ter limitações e desafios dos mais variados no seu dia a dia e geralmente isso está associado a dificuldades em diferentes áreas do desenvolvimento. 

Mesmo com essa diversidade, existem algumas características que são mais marcantes.

Entre elas, podemos citar:

Dificuldades na interação social

Crianças com autismo leve podem ter dificuldade em interagir com outras pessoas e isso pode ser notado até mesmo na escola, com a dificuldade de manter amizades e participar de conversas.

Além disso, existe uma certa dificuldade em empatia ou até mesmo entender alguns sinais de conversa como expressões faciais das outras pessoas.

Dificuldades na comunicação

Mesmo que a criança com autismo tenha as suas habilidades verbais intactas, é possível que muitas delas se sintam “travadas” para iniciar conversas ou mantê-las.

Outra característica comum é entender metáforas, figuras de linguagem ou sarcasmo. Para eles, a linguagem é praticamente toda literal.

Sensibilidades sensoriais

Muitas crianças com autismo leve possuem muita sensibilidade a estímulos sensoriais como  ruídos altos, luzes ou texturas.

Interesses limitados

Uma característica bastante forte de crianças com autismo leve é o seu afinco por um determinado assunto.

Existe um profundo envolvimento que dificulta a interação da criança com outros tópicos.

Mudanças nem sempre são bem-vindas

Imprevistos e mudanças de rotina não são situações muito agradáveis para pessoas autistas. Elas podem se sentir mais seguras quando têm uma rotina estruturada e previsível.

Conclusão

Cada criança é um ser único e estará passando por dificuldades particulares, como qualquer outra pessoa.

Por isso, é muito importante fornecer apoio individualizado, terapia especializada em um ambiente inclusivo para ajudar no crescimento das potencialidades.

Para te ajudar nessa missão, você pode realizar uma avaliação diagnóstica no Espaço Arima e fazer o tratamento por meio de metodologias super eficientes!

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TEA

5 dicas de como lidar com as condições ambientais que afetam diretamente as crianças com autismo

O dia a dia de uma pessoa que cuida de uma criança autista envolve muitos desafios. Afinal, qualquer probleminha na rotina ou fator externo sem aviso pode causar um “problemão”. Diante disso, estamos destacando que existem condições ambientais que afetam crianças com autismo e que costumam pegar os adultos cuidadores de surpresa.

Por exemplo, uma tempestade que cause um baita barulho costuma incomodar muito essas crianças. Mas o que fazer, exatamente, tendo em vista que não se pode controlar o clima? Ora, leitor, apesar de não conseguirmos ter controle sobre as condições externas, é possível pensar em alternativas que tornem o momento mais fácil de lidar, entenda!

Como as condições ambientais podem afetar uma criança com autismo

Não é novidade para ninguém que entre os sintomas do espectro autista está a dificuldade de lidar com externalidades, especialmente os imprevistos. Isso porque essas crianças estão dentro de uma rotina muito introspectiva e o choque com o mundo “do lado de fora” pode ser muito grande.

Desse modo, barulhos altos, cheiros fortes, sensações inesperadas na pele e afins podem gerar uma situação de crise, quando se tem o diagnóstico de autismo. Em situações como essa, é preciso lembrar que o modo de lidar com uma criança autista é um pouquinho diferente do que com as demais crianças. 

Será necessário criar um ambiente em que ela se sinta segura. Porém, fique ligado, pois quando falamos aqui de “ambiente” não estamos falando apenas de lugar. Na verdade, queremos mostrar como criar uma situação que dê o mínimo de conforto para essa criança para que ela se sinta menos aterrorizada. 

Dicas para lidar com as externalidades

Não tem jeito, uma hora ou outra, imprevistos aparecerão trazendo a necessidade de trabalhar uma solução rápida para acalmar sua criança com autismo. Para isso, é importante estar preparado e contar com um repertório de saberes para lidar com a situação. A seguir, confira algumas dicas úteis:

É possível eliminar o estímulo?

Algo externo assustou a criança, como a chuva caindo sobre o jardim em que ela brinca, pense se  é possível eliminar o estímulo. Erroneamente, muitos tentam forçar a criança a se adaptar com algo que a incomoda, o que, hipoteticamente, a faria perder o medo. Assim, fazê-la permanecer na chuva seria bom para “afastar esse medo”.

Trata-se de um super erro. Isso porque o que acontece no momento não é medo comum como com as outras crianças. Ao invés disso, pense em protegê-la a todo custo, como levando-a para um lugar longe do alcance de chuva. Nada de tentar forçá-la a alguma coisa, tá?

Tente distraí-la 

Digamos que você está dentro de casa quando começa uma tempestade barulhenta e você já nota que isso incomoda a criança. Uma alternativa é tentar captar a atenção dela para distraí-la, com algum brinquedo ou contando uma história, para tirar o foco do barulho.

Tenha cuidado com o toque

Abraçar num momento de crise pode parecer uma ótima solução, mas nem sempre é assim que funciona. Como já mencionamos, os autistas costumam ser sensíveis a estímulos sensoriais e o toque pode ser um deles. De modo que um abraço que parece inocente pode trazer ainda mais conflitos. 

Apenas abrace se você sentir um espaço para isso ou para proteger a criança de possíveis objetos pontiagudos e que ofereçam algum risco. 

Cuidado com o tom da voz

De forma bem semelhante ao abraço, o grito também é pra lá de invasivo e pode causar muita confusão. Infelizmente, ainda é muito comum que pais acreditem que as crises em autistas seja birra e por isso grite com eles. No entanto, esse é o momento de ter empatia e exercitar o máximo de paciência possível. 

Por fim, vale dizer que o comportamento varia bastante de criança para criança, de modo que uma dica que serve para uma pode ser inútil para outra. Logo, é muitíssimo importante manter o contato com profissionais da psicologia e psicopedagogia sempre.